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Segunda fase de operação chega a líderes responsáveis por ordenar assassinatos em Sorriso e região

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A Delegacia da Polícia Civil em Sorriso deflagrou, nesta quarta-feira (14.06), a segunda fase da Operação Recovery para cumprimento de sete ordens judiciais de prisão e de buscas contra envolvidos em homicídios no município. Os mandados estão em cumprimento nas cidades de Ipiranga do Norte (MT), Macaé e Rio de Janeiro (RJ).

O cumprimento das ordens judiciais no Rio de Janeiro conta com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil fluminense.

Um dos mandados é contra o líder de uma facção criminosa que ordenou assassinatos ocorridos nos últimos anos na cidade e também em Ipiranga do Norte.

Conhecido pelo apelido de ‘sicredi’, Robson Junior Jardim dos Santos, está preso no Rio de Janeiro. Ele responde a ações penais por crimes como tráfico de drogas, roubos, homicídios, organização criminosa e uso de documento falso, tendo seis condenações apenas na Justiça fluminense por roubo. Além de ações na Justiça de Mato Grosso, ele responde a ações em varas da Justiça Estadual e Federal no Rio de Janeiro por homicídio, roubo majorado e tráfico.

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O criminoso é líder do grupo que cometeu diversos homicídios em Sorriso, Ipiranga do Norte e Nova Ubiratã, em uma guerra entre facções, e teve um dos mandados de prisão cumprido na Operação Dissidência, deflagrado em agosto do ano passado pela Força-Tarefa de Segurança Pública de Mato Grosso.

Ele tinha como elo entre suas ordens e os executores dos assassinatos a companheira, conhecida como ‘Mana Isa’. Priscila Moreira Janis também é alvo da segunda fase da Recovery e tem extensa ficha criminal, entre elas, três condenações por tráfico de drogas, porte e posse de arma de fogo e receptação. Além destes crimes, a criminosa responde a ação pela 7a Vara Criminal por tráfico e associação, sendo presa durante a Operação Dissidência, porém, liberada posteriormente. Ela é alvo ainda de investigação por homicídio qualificado, crime pelo qual teve o mandado de prisão preventiva decretado pela Comarca de Sorriso.

O casal, segundo as investigações da Polícia Civil, está relacionado a pelo menos 100 homicídios ocorridos em Sorriso nos últimos cinco anos.

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Outro alvo da Operação Recovery 2 é conhecido como ‘Zeka Urubu’. Jonas Rodrigues da Silva Neto é responsável por homicídios ocorridos em Ipiranga do Norte. Na mesma cidade foi preso também Luan de Souza Barbosa, conhecido como ‘bradock’.

Recovery

A primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, mirou os integrantes da associação criminosa formada por traficantes em Sorriso e cumpriu 94 mandados judiciais. Foi efetuado ainda o sequestro de veículos ligados ao principal traficante do grupo e o bloqueio de valores em até R$ 1 milhão de integrantes da associação criminosa.

Em abril, a Polícia Civil concluiu o inquérito da primeira fase e indiciou 42 criminosos por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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