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Segunda fase de megaoperação desarticula tráfico de drogas e leva 160 pessoas à prisão em MT

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Com foco na desarticulação do tráfico de drogas nas quinze Regionais do estado de Mato Grosso, a Polícia Civil deflagrou, entre os dias 07 a 11 de agosto, a segunda fase da Operação Conexão 15, resultando na prisão de 160 pessoas envolvidas em crimes de tráfico de drogas, roubos e associação criminosa.

A ação foi desencadeada para cumprimento de 307 ordens judiciais, sendo 128 de prisão e 179 de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações da Polícia Civil, realizadas nas 15 regionais do estado. Na região metropolitana, as ações foram realizadas pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE).

Os mandados são cumpridos principalmente no interior do estado, em cidades das Regionais de Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Nova Mutum, Juína Guarantã do Norte, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra e Vila Rica.

Para cumprimento dos mandados, foram empregados 488 policiais civis, entre investigadores, escrivães e delegados e 135 viaturas. Nos sete dias de operação, 160 pessoas foram presas, dentre elas 94 por força de mandado de prisão e 66 em situação de flagrante.

Entre as apreensões realizadas, estão entorpecentes diversas porções de entorpecentes, entre maconha, cocaína e pasta base de cocaína, 11 armas de fogo, cigarros e bebidas contrabandeadas, além de diversas munições e aparelhos celulares, apetrechos relacionados ao tráfico e outros objetos de origem ilícita.

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A delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, reforçou que megaoperação integra o planejamento da Diretoria Geral de repressão à criminalidade no estado, por meio de uma investigação criteriosa e qualificada, aprimorando e ampliando a atuação no combate ao crime organizado. “A operação tem a finalidade de demonstrar a força do Estado perante as organizações criminosas que insistem em tentar tirar a tranquilidade da população mato-grossense”, destacou.

Prisões e apreensões

Na regional de Barra do Garças, foram 25 ordens de prisão cumpridas que resultaram na prisão dos alvos, e na apreensão de cigarros contrabandeados e bebidas alcoólicas com sinais de adulteração. Em Sinop, foram oito pessoas presas por envolvimento em crimes de tráfico e roubo.

Durante as buscas, os policiais apreenderam 14 porções de pasta base de cocaína, uma porção de maconha além de uma balança de precisão e uma máquina de cartão, caracterizando o tráfico de drogas. Também foram apreendidos, um simulacro de arma de fogo e diversos celulares.

Na Regional de Confresa, o foco era desmantelar uma organização criminosa que vinha atuando no tráfico de drogas e lavagem de capitais, sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão. O esforço conjunto das equipes de investigação permitiu esclarecer o esquema criminoso que se estendia por diversas cidades do estado, abrangendo desde o tráfico de drogas até a lavagem de dinheiro proveniente das atividades ilegais.

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O diretor de interior, Walfrido Franklin do Nascimento, destacou o planejamento da Diretoria Geral em parceria com a Diretoria de Inteligência para desarticulação do tráfico de drogas em todo estado, assim como dos grupos criminosos.

“Nesta segunda fase, a Operação Conexão 15 teve como foco a desarticulação do tráfico de drogas, em especial, pequenas bocas de fumo instaladas em todas as cidades do estado, uma vez que comércio de entorpecentes pode desencadear em crimes mais graves como furtos, roubos e homicídios, trazendo assim mais segurança para os moradores mato-grossenses”, disse o diretor.

Operação

Conexão 15 faz referência ao planejamento da Polícia Civil para cumprimento de mandados, especialmente de prisão, de forma simultânea contra alvos de investigações realizadas nas 15 Regionais do estado de Mato Grosso.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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