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Rotam apreende cinco armas de fogo, 128 munições e prende dupla por porte ilegal

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Em duas ações distintas, policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) apreenderam, cinco armas de fogo, 130 munições de diversos calibres e prederam dois homens por porte irregular em Cuiabá. 

Na última terça-feira (13.12), no bairro Morada da Serra, durante patrulhamento de rotina pela região, a equipe foi informada que havia um homem, de 50 anos, oferecendo diversas armas de fogo e munições em frente a sua residência. 

Diante do endereço informado e das características do suspeito, os militares se deslocaram e identificaram o homem, em atitude suspeita, oferecendo os arsenais. Bastante nervoso, aos militares, o homem alegou que residia em uma sítio, mas que mudou para capital e com isso não seria mais preciso ter os armamentos. 

O suspeito afirmou que os equipamentos estariam dentro de casa. No local, foram apreendidos um revólver calibre 38, uma espingarda e 130 munições de diversos calibres. O homem não possuía nenhum documento legal de porte dos armamentos. 

Ainda nesta terça, no bairro Jardim Florianópolis, a equipe flagou um motociclista na Rodovia Helder Cândia, em atitude suspeita, que ao perceber a presença da Polícia Militar tentou fugir em alta velocidade, mas foi detido em seguida.

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Ao ser abordado, a equipe localizou com o suspeito, de 33 anos, uma pistola 9 milímetros em sua cintura e dois carregadores. À Polícia Militar, o suspeito alegou que levaria a arma para uma residência no bairro Paiaguás.  

A Rotam acompanhou o suspeito até a casa, que estava com o portão aberto, e encontrou uma espingarda. Não havia ninguém na residência. No entanto, testemunhas disseram que o proprietário do local estava em um outro endereço na mesma rua e que também seria o dono de um caminhão, que estaria estacionado no local. 

Durante diligência, a equipe encontrou o veículo e em buscas apreendeu uma segunda espingarda, uma pistola e dois carregadores. O proprietário do veículo não foi localizado. Diante dos fatos, os suspeitos, as armas e munições foram encaminhadas à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer.

Disque-denúncia  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: PM MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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