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Regional de Vila Rica fecha semestre com quase 1.500 procedimentos encaminhados ao Judiciário

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A Delegacia Regional de Vila Rica, que abrange 10 municípios do nordeste mato-grossense, fechou o primeiro semestre do ano com aproximadamente 1.500 procedimentos, entre inquéritos policiais, prisões em flagrantes, entre outros, que foram encaminhados ao Poder Judiciário para que os investigados sejam submetidos às penas previstas em lei.

Com sede no município de Confresa, a Delegacia Regional de Vila Rica inclui os trabalhos de nove delegacias de polícia dos municípios de Vila Rica, Santa Terezinha, Confresa, Santa Cruz do Xingu, São José do Xingu, Porto Alegre do Norte, Canabrava do Norte Alto Boa Vista, Luciara e São Félix do Araguaia.

Entre os meses de janeiro a junho de 2023, Além dos quase 1.500 procedimentos instaurados, foram produzidos mais de 3.044 relatórios de investigação, 5.081 oitivas de pessoas que foram localizadas e intimadas para prestarem esclarecimentos acerca de fatos criminais, resultando na elucidação de diversos crimes em toda a região e expedidas 252 medidas protetivas de urgência em favor de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

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Em relação a ordens judiciais, a Regional totalizou mais de 100 representações policiais por mandados de prisão, busca e apreensão entre outros, e deu cumprimento a mandados de prisão contra 87 pessoas foragidas da justiça.

O delegado regional de Vila Rica/Confresa, Bruno Gomes Borges destacou que as equipes de policiais civis e servidores de todas as Delegacias de Polícia desempenharam um trabalho bastante produtivo, eficiente e satisfatório para toda a sociedade, mesmo diante das dificuldades de pessoal, logística e estrutural.

“As unidades se esforçaram e entregaram um excelente resultado de investigação de Polícia Judiciária. O resultado expressivo só é possível graças ao esforço de todos os delegados, investigadores e escrivães de Polícia integrantes de todas as Delegacias de Polícia”, afirmou o regional.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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