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PRF faz grande apreensão de cocaína em fundo falso de carreta em Alto Garças

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Na manhã de hoje (12), a Polícia Rodoviária Federal realizou uma grande apreensão de drogas no município de Alto Garças.

A ocorrência aconteceu no km 48 da BR 364, quando um veículo de passeio de dor branca, conduzido por uma mulher, foi abordado. Durante a fiscalização, foi solicitado a documentação do veículo e da condutora, ela apresentava certo nervosismo e informações contraditórias em relação a viagem, como origem, destino e motivo.

Tais inconsistências geraram um certo nível de suspeita, porém nada de ilícito foi encontrado no veículo. Situação que despertou a possibilidade de o veículo ter sido utilizado como escolta de outro, situação comum em ocorrência de transporte de entorpecentes.

Foi então que os policiais decidiram realizar diligências nas proximidades, a fim de localizar algum veículo que poderia ser escoltado por haver algo de ilícito.

Após patrulhamento as margens da BR 364, pátios e postos de combustíveis, foi localizada uma carreta de cor vermelha estacionada. Ao ser abordado, o condutor da carreta informou que seguia vazio de Rondônia, porém não conseguia explicar a rota que fez, destino e porque estava sem carga.

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Posteriormente, o condutor afirmou que estaria ali para carregar madeira em uma serraria que fica atrás do posto em que estava estacionado, mas não sabia o nome da serraria. Contudo, é de conhecimento da equipe da PRF que não há empresas com essa atividade naquela região, o que reforçou ainda mais a suspeita.

Diante das informações, foi realizada uma busca minuciosa por todo o veículo, vindo a ser descoberto um compartimento anormal ao modelo do veículo. Neste momento o condutor fugiu a pé em direção a uma área de vegetação, entretanto não logrou êxito vindo a ser capturado ao tentar transpor uma cerca de arame e cair, na qual inclusive se machucou na fuga.

Foram localizados no interior do compartimento oculto 370 tabletes de drogas, pesando um total de 401,85 Kg de cocaína. O condutor da carreta foi detido, a princípio, pela autoria do crime de tráfico de drogas, a mulher que conduzia o veículo de escolta da carreta, figurou como partícipe do crime. Os dois foram encaminhados à Polícia Judiciária Civil de Alto Garças/MT.

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Fonte: PRF MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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