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Polícias Civis de MT e PR cumprem mandados contra autores de golpes do falso perfil do whatsapp

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A Polícia Civil do Paraná, por meio do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) e a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), deflagraram na manhã desta quarta-feira (09.11) a Operação Whats Fake com objetivo de combater crimes de organização criminosa e estelionato majorado praticados na modalidade de golpe do falso perfil do whatsapp.

A operação realizada em Cuiabá cumpre nove ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de contas bancárias usadas no crime. Os mandados de prisão e de busca são cumpridos nos bairros Centro Político, Jardim Imperial e Ribeirão do Lipa.

As investigações realizadas em Curitiba iniciaram no mês de abril, após a vítima de 66 anos procurar a Nuciber para comunicar o prejuízo de R$ 55,8 mil após cair em um golpe. Na ocasião, diversos números de whatsapp fizeram contato com a vítima se passando por irmãos dela, inclusive usando fotos deles no perfil, e passaram a solicitar dinheiro emprestado e o pagamento de boletos, tendo a vítima transferido o dinheiro para seis contas bancárias diferentes.

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Nas investigações, os policiais do Paraná conseguiram identificar as conexões criminosas instaladas em Cuiabá. Em Mato Grosso, investigações realizadas pela DRCI apontaram que a maioria dos responsáveis pelo crime já tinham passagens anteriores por estelionato, identificando também os locais de onde teriam partido as conexões de internet para o cometimento dos golpes.

A operação é coordenada pelo delegado do Nuciber (PC-PR) José Barreto e pelo delegado da DRCI (PC-MT), Ruy Guilherme Peral, contando com a participação de 22 policiais civis das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Gerência de Operações Especiais (GOE), Gerência Estadual de Polinter e Capturas, Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) e Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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