POLÍCIA
Polícias Civil e Militar prendem integrantes de facção criminosa e apreendem drogas e dinheiro em Itanhangá
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Assessoria | Polícia Civil-MT
A Polícia Civil em conjunto com a Polícia Militar deflagraram a operação “RISP 14”, no sábado (26.02), no município de Itanhangá (387 km de Cuiabá), visando desarticular uma organização criminosa instalada na região.
A ação contou com apoio da Delegacia Regional de Nova Mutum, e resultou na prisão de cinco pessoas, entre elas um adolescente, e na apreensão de grande quantidade droga, dinheiro, uma moto e um simulacro de arma de fogo.
Os suspeitos, 27, 20, 19 e uma mulher de 19 anos, foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e receptação. O menor de 16 anos também responderá ato infracional análogo aos mesmos crimes.
Após receberem denúncia anônima sobre indivíduos ligados a uma facção criminosa, envolvidos em uma tentativa de roubo à uma agência bancária na modalidade conhecida como “sapatinho” e atuantes na venda de entorpecentes na região, os policiais civis e militares passaram a apurar os fatos e identificaram uma residência no bairro Nova Conquista, usada pelos suspeitos.
Com base nos indícios, as equipes foram até o endereço e ao se aproximarem avistaram três indivíduos saindo da casa. Na ocasião, o trio (entre eles um adolescente) tentou fugir do cerco policial, no entanto, acabaram detidos.
Os policiais civis e militares localizaram no interior da residência, uma balança de precisão, duas porções de maconha e mais de R$ 13 mil em dinheiro. Em um dos aparelhos celulares apreendidos, foi encontrada uma mensagem de voz referente a uma arma de fogo, sendo a voz dessa pessoa reconhecida pelos policiais.
Na sequência as equipes foram até o endereço da pessoa que havia enviado a mensagem, onde ao chegarem um indivíduo tentou correr, porém foi abordado.
Nesse local foram apreendidas uma porção grande de pasta base, três porções médias e outra nova porções pequenas da mesma substância, além de quatro porções de maconha, dois pés de maconha, uma moto Titan de cor preta com registro de roubo, mais de R$ 3 mil em dinheiro, um simulacro de arma de fogo (tipo pistola), anotações referentes a distribuição e controle da venda de entorpecentes, e uma cesta básica usada para coagir a população em não denunciar atos criminosos.
Diante do flagrante, todos os envolvidos foram conduzidos para a Delegacia de Polícia de Tapurah, interrogados e autuados em flagrante e ato infracional respectivamente, por tráfico de drogas, associação para o tráfico e receptação.
Após a confecção dos autos, os presos e o apreendido foram colocados à disposição da Justiça.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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