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Policiais civis de MT localizam fazendeiro mandante de homicídios ocorridos no sul do Amazonas

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Policiais civis de Primavera do Leste cumpriram na manhã deste domingo (21.05) a prisão de um foragido da Justiça do estado do Amazonas, procurado pela Polícia Civil daquele estado por homicídios ocorridos na cidade de Humaitá.

A equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Primavera do Leste, com apoio da Delegacia de Sorriso, localizou o foragido, C.D., de 60 anos, escondido na residência de um familiar no bairro Castelândia. Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva, expedido pela Comarca de Humaitá, ele será encaminhado à unidade prisional de Primavera do Leste, onde ficará à disposição da Justiça.

O fazendeiro, que tem propriedade em Humaitá, cidade localizada na região sul do Amazonas, foi alvo da Operação Pistolagem, da Polícia Civil do Amazonas, deflagrada em dezembro de 2021 para cumprir ordens judiciais contra envolvidos em crimes de homicídio e extorsão ocorridos no município amazonense.

De acordo com a investigação da Polícia Civil amazonense, o fazendeiro foi apontado como mandante de homicídios ocorridos nos meses de agosto, outubro e novembro, em Humaitá. Entre as vítimas está um engenheiro agrônomo de Sorriso, em Mato Grosso, Jefferson André Bungenstab, de 37 anos, e outros fois homens. Um dos alvos da operação foi apontado como autor das três mortes e a motivação dos homicídios seria possível desavença que o fazendeiro teria com as vítimas.

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O executor das mortes morreu em confronto após disparar contra as equipes policiais durante a primeira fase da operação. Ele estava escondido na cidade de Ariquemes, interior de Rondônia.

Já o mandante das mortes estava foragido desde a deflagração da segunda fase da operação.

O agrônomo de Sorriso, Jefferson Bungenstab, estava trabalhando em Humaitá, prestando serviços em uma propriedade rural na região. Ele desapareceu em 21 de agosto do mesmo ano e seu veículo e materiais de trabalho foram encontrados às margens da BR-319, em uma área de mata.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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