POLÍCIA
Polícia Militar lança 13º Estágio de Aperfeiçoamento de Praças com 221 participantes
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O comandante da Esfap, tenente-coronel Bruno Marcel Souza Tocantins, contou que o curso abrangerá as disciplinas de Direito Penal Militar e Processual Penal Militar, Direito Administrativo, Termo Circunstanciado de Ocorrência e Procedimento Operacional Padrão (POP), aliando sempre a teoria à prática.
“O estágio é um momento importante na vida do policial militar, não somente pelo ganho de conhecimento, mas um período de rever colegas de turma, trocar experiências e fortalecer os laços da hierarquia, disciplina e ética militar. A principal função é aprimorar os conhecimentos técnicos e práticos dos policiais militares, se alinhando com as novas tendências para a garantia da segurança pública”.
Desde 2020, a Esfap já realizou a capacitação de 2.501 praças da Polícia Militar de Mato Grosso e neste ano, o Estágio de Atualização e Qualificação de Praças contará com novidades com as disciplinas de Policiamento Escolar e Uso Diferenciado da Força, ambas do Ministério da Justiça, na modalidade de ensino à distância. Além do curso de agente de trânsito, que habilitará os policiais militares na lavratura do auto de infração de trânsito em parceria com a Escola pública de Trânsito do Detran.
O comandante-geral da Polícia Militar, Alexandre Corrêa Mendes, ponderou que a qualificação profissional dos militares reflete na prestação de serviço à sociedade, melhorando ainda mais os conceitos e técnicas durante abordagens.![]()
“Os estágios agregam conhecimentos científicos que trazem segurança jurídica e física ao policial durante a execução da atividade policial. Além do aperfeiçoamento para o exercício das atividades policiais, os estágios atendem exigências legais para a progressão nas carreiras de praças da PM e serve como pré-requisito para promoção”.
A aula inaugural contou com palestras do tenente-coronel do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Lucélio França, sobre “Plano de Defesa: uma das soluções da segurança pública”, do coronel PM RR, Clarindo Alves de Castro, que abordou tema “Desafios do policiamento real no mundo virtual”, e por fim, “Orientações gerais acerca do curso de agente de trânsito”, ministrado pela coordenadora da Escola Pública de Trânsito do Detran, Renata Freitas.![]()
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Fonte: PM MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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