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Polícia Militar apreende armas de fogos e prende suspeito em Primavera do Leste

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Policiais militares do 14º Batalhão realizaram a apreensão de quatro armas de fogo e munições, durante a madrugada e manhã deste domingo (06.11), em Primavera do Leste. As apreensões foram registradas em três ocorrências e um homem foi preso, em um dos casos.

Por volta de 01h30, a equipe da PM foi acionada para verificar uma situação de violência doméstica, no bairro Jardim Florenza. No local, foi realizado contato com a vítima, que informou que ela e o suspeito teriam entrado em discussão, momento em que o agressor teria pego sua arma e efetuado disparos dentro da residência.

A vítima ainda informou que o suspeito teria uma arma de fogo guardada dentro de casa e autorizou a entrada da PM até o local. Os policiais militares realizaram a apreensão de uma pistola calibre 9mm com quatro carregadores e o total de 365 munições, sendo todo o material encaminhado para a Delegacia da cidade.

Horas depois, por volta de 03h30, os policiais militares do 14º BPM foram verificar uma situação de desentendimento durante uma confraternização. No local, o proprietário da residência informou que dois familiares teriam entrado em vias de fato e foragido por rumo desconhecido.

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Os policiais militares realizaram rondas pela região da residência e não localizaram os envolvidos na briga. Porém, durante as varreduras, a equipe localizou uma espingarda calibre .20 carregada com oito cartuchos de munições. O material foi apreendido e levado para a Delegacia.

Na última ocorrência registrada, a equipe do 14º BPM se deslocou até uma residência após receber denúncias de disparos de arma de fogo, por volta de 10h. No local informado, os policiais militares identificaram 12 cápsulas deflagradas de munições de calibre 9mm.

Foi realizado contato com o proprietário da casa, que confirmou ter efetuados os disparos após se sentir ameaçado por motocicletas em atitudes suspeitas, que passavam em frente a sua residência. Os militares apreenderam uma pistola calibre 9mm e um rifle calibre .17mm com 13 munições e conduziram o suspeito para a Delegacia, pelo crime de disparo de arma de fogo.

Disque-denúncia  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

 

Fonte: PM MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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