POLÍCIA
Polícia Civil representa por prisão preventiva de suspeito de matar sogro em Cuiabá
POLÍCIA
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), representou pela conversão da prisão em flagrante para preventiva do homem suspeito de matar o sogro dentro de casa no início da manhã desta quarta-feira (11.05), no bairro Altos da Serra em Cuiabá.
O suspeito, de 43 anos, identificado como genro da vítima foi encontrado por policiais militares logo após o crime, deitado na cama em um quarto da residência onde ocorreram os fatos.
A equipe da DHPP foi acionada para atendimento ao local, onde encontraram a vítima Acemar de Moura Rodrigues, de 56 anos, caída dentro do banheiro com várias perfurações de arma branca. No início da manhã desta quarta-feira (11), o suspeito que há algum tempo morava na mesma casa dos sogros, arrombou a porta do banheiro enquanto a vítima se preparava para trabalhar e a esfaqueou até a morte.
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado pelo fato de o sogro estar sempre chamando atenção do genro, por não trabalhar e também por ficar com o ar-condicionado ligado o dia inteiro. No dia anterior ao crime, a vítima estava de folga e aproveitou para fazer faxina na casa, atrapalhando o sono do suspeito que dormia durante o dia, uma vez que passava a noite na internet.
O suspeito que não possui ocupação fixa havia adquirido facas pela internet recentemente e costumava dizer que iria se aposentar por supostos problemas de saúde mental. Ele dizia que deixaria a casa dos pais da companheira, mas não sem antes “cometer uma besteira”, dando a entender que ele estaria premeditando essa ação criminosa e já planejando uma linha de defesa para não ser responsabilizado pelos atos.
Interrogado pelo delegado Olímpio da Cunha Fernandes Junior, o suspeito apresentou informações confusas sobre a sua identidade, dizendo que não se lembrava dos fatos e que apenas acordou com os policiais militares o apontando como autor do homicídio. Segundo o delegado, diante dos elementos colhidos, ficou clara a configuração de homicídio qualificado, pelo motivo fútil, meio cruel e praticado mediante traição ou emboscada.
“Durante a verificação dos fatos, foi constatada a futilidade da motivação, uma discussão banal, bem como pela crueldade do crime, tendo em vista os vários golpes de faca aplicados contra a vítima, além do fato do suspeito ser genro da vítima e morador da residência, agindo à traição, quando a vítima menos esperava, enquanto estava inadvertida escovando os dentes para ir trabalhar”, disse o delegado.
Diante dos fatos, o delegado representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, sendo o suspeito encaminhado para audiência de custódia para as providências cabíveis, ficando à disposição da Justiça.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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