POLÍCIA
Polícia Civil procura sete criminosos de alta periculosidade, autores de homicídios em Rondonópolis
POLÍCIA
A Polícia Civil procura por sete autores de homicídios qualificados, ocorridos nos últimos anos, em Rondonópolis. Considerados de alta periculosidade, os criminosos respondem, entre outros delitos, pelo homicídio de um empresário do shopping popular, morto em dezembro de 2022 e pelas mortes de pai e filha há dois anos, além de um duplo homicídio e uma tentativa cometidos a mando de um preso detido na penitenciária regional.
Informações que possam levar ao paradeiro dos criminosos podem ser encaminhadas à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis pelos telefones (66) 99994-5623/(66) 99911-3598 ou no disque denúncia da Polícia Civil – 197 ou 181. A identidade tem sigilo assegurado.
Luciano Palopoli Barros, de 37 anos, é um dos procurados que está com a prisão preventiva decretada por envolvimento em três homicídios ocorridos no final de novembro do ano passado. Duas pessoas foram assassinadas e uma sofreu uma tentativa de homicídio, todos ordenados por um criminoso que está preso na penitenciária da Mata Grande.
A DHPP apontou que E.S.B., de 27 anos ordenou de dentro da unidade prisional os crimes cometidos contra sua companheira, Bruna Andriele de Souza e outras duas pessoas. Conforme a apuração, ele teria descoberto que a companheira teve um relacionamento extraconjugal com as outras vítimas e, por não aceitar a suposta traição, ordenou os assassinatos.
Outro procurado pelas duas mortes e a tentativa de homicídio é Clarisvaldo de Moraes Freitas, de 30 anos. Ele foi o último a ser identificado nas investigações da DHPP como um dos executores dos assassinatos de Bruna Andriele e Marcos Gabriel Alves de Carvalho, além da tentativa contra uma terceira vítima. Clarisvaldo ficou preso na Mata Grande entre 2018 e 2021 por tráfico e associação para o tráfico de drogas e agora é procurado pelos homicídios.
Homicídio de pai e filha
Já Edresson Fábio Vieira Souza, de 28 anos, está com mandados de prisão preventiva pelo duplo assassinato de pai e filha ocorridos em fevereiro do ano passado. Giovana Martins de Sousa, de 15 anos, e Genival Ferreira de Souza, 40 anos, foram executados no dia 1º de fevereiro, no interior do estabelecimento comercial “LM”, no Conjunto São José 1. Dois homens armados efetuaram diversos disparos contra as vítimas.
Conforme a investigação da DHPP, dias antes de sua morte, Genival foi ameaçado por criminosos para que encerrasse as atividades de jogo do bicho na região, uma vez, que uma facção criminosa passaria a comandar todos as apostas no município. Os autores do crime foram identificados como Lucas Soares Dias e Edresson Fábio. Lucas foi preso em agosto passado, em Goiânia.
Edresson também foi identificado como autor do assassinato do empresário Jadson Ramalho de Oliveira, de 55 anos, executado no dia 31 de dezembro passado, dentro do shopping popular de Rondonópolis. A apuração da DHPP constatou que a motivação do crime tem ligação com o comércio de cigarros contrabandeados. Um grupo criminoso existente no município decidiu impor regras para a venda de cigarros e a vítima, que também vendia o produto, não cedeu às imposições e acabou sendo executada.
Outros três criminosos procurados são Alberto Adriano Ramos de Abreu, de 33 anos; Kayque da Silva Souza, conhecido como “Briga de galo” e Willian César de Arruda Batista, conhecido como ‘Bruxo’. Todos estão com mandados de prisão decretados pela Justiça pela tentativa de homicídio ocorrida em 12 de fevereiro deste ano. A Polícia Civil apurou que a vítima, de 27 anos, integrava uma facção criminosa e por ter infringido ‘normas’ da organização teve a morte decretada. No dia do fato, a vítima estava saindo de casa junto com sua mãe, quando dois homens armados entraram no quintal da residência e realizaram disparos contra o rapaz.
O sétimo procurado é Laércio Fernandes de Jesus Silva, de 27 anos. Ele foi apontado como autor do assassinato de Christian Nobuo Yano, que desapareceu na noite de 11 de junho do ano passado. Um corpo, que depois foi identificado como sendo da vítima, foi localizado dentro de um veículo Hyundai Creta incendiado, às margens do córrego Lourencinho, na BR-163. Imagens de câmeras mostraram o autor do crime saindo da casa da vítima com o Creta.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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