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Polícia Civil prende suspeito de furtos de módulos e peças de caminhões em Primavera do Leste

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio das Delegacias Especializadas de Roubos e Furtos (DERF) de Primavera do Leste e de Rondonópolis (235 e 220 km de Cuiabá respectivamente), cumpriu, nesta sexta-feira (21.2), um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão contra um homem de 34 anos, suspeito de furtos de módulos e peças de caminhões em Primavera do Leste.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência do investigado, em Poxoréu (260 km de Cuiabá), onde foram encontradas ferramentas utilizadas para a prática dos crimes.

Os furtos ocorreram em Primavera do Leste, nos dias 7 e 8 de fevereiro deste ano. Foram furtados módulos de motores e outras peças essenciais ao funcionamento de caminhões estacionados em vias públicas.

A investigação conduzida pela DERF de Primavera do Leste apontou A.J.N.A. como principal suspeito dos furtos e constatou que o investigado, apesar de estar sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, continuou praticando crimes na região.

Diante das provas colhidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça. Durante as diligências para localizá-lo, os investigadores descobriram que A.J.N.A. estava em Rondonópolis, o que levou à solicitação de apoio da DERF local, que realizou a prisão do suspeito.

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Apreensões

Na residência do suspeito, em Poxoréu, foram encontrados materiais e ferramentas frequentemente utilizados para a remoção e furto de módulos e outras peças de caminhões.

A.J.N.A possui uma extensa ficha criminal, com passagens por furtos, roubos e adulteração de sinais identificadores de veículos, demonstrando reincidência na prática criminosa.

“Com sua prisão, a Polícia Civil busca desarticular um esquema que vinha causando prejuízos aos transportadores na região, além de reforçar a segurança para motoristas e empresários do setor de transporte”, explica o responsável pela investigação, Rodolpho Bandeira, de Primavera do Leste,.

O suspeito foi encaminhado para a unidade prisional, onde ficará à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar os materiais furtados.

A Polícia Civil reforça a importância das denúncias anônimas e pede à população que colabore com informações por meio do disque-denúncia 197.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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