POLÍCIA
Polícia Civil prende segundo autor de roubos em série em residências
POLÍCIA
O segundo envolvido em uma série de roubos à residências em Várzea Grande foi preso pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município, no sábado (1º.3). O suspeito foi autuado em flagrante por roubo majorado e emprego de arma de fogo.
Os policiais civis foram acionados para apurar o roubo ocorrido na madrugada de sexta-feira (28.2), onde um homem pulou o muro de uma casa no bairro Marajoara, arrombou a porta dos fundos do imóvel chutando com o pé e rendeu a vítima que estava dormindo.
Com uma arma de fogo e agindo com violência e fazendo ameaças, o criminoso subtraiu diversos pertences como joias, roupas, perfumes e dinheiro.
O suspeito, que já vinha sendo procurado por outros roubos majorados praticados na companhia do irmão e com o mesmo modus operandi, passou a ser procurado ininterruptamente pela equipe.
Mesmo não possuindo endereço fixo, os investigadores conseguiram localizar o suspeito em uma região de mata no bairro Mapim. Na abordagem ele tentou fugir, porém foi contido.
Em seguida, ele foi encaminhado até a Derf de Várzea Grande, onde as vítimas compareceram e reconheceram o conduzido como o autor do roubo cometido durante a madrugada.
Além do modus operandi e do reconhecimento das vítimas, nas imagens captadas por câmeras de segurança nas imediações do local do roubo, aparece o suspeito se aproximando da casa em uma bicicleta também produto de roubo.
Conforme um familiar do suspeito, desde que saiu da cadeia em dezembro de 2024, ele e o irmão não trabalham, só se envolvem com crimes, além de ter cortado a tornozeleira eletrônica para continuar roubando.
Conforme a delegada titular da Derf de Várzea Grande, Elaine Fernandes, o autuado e seu irmão (preso na quinta-feira) vinham praticando uma série de roubos a residências.
“Os irmãos arrombavam as portas da casa pela madrugada, desferindo um chute com o pé e deixando a marca na porta e invadiam o imóvel, rendendo as vítimas com extrema violência”, disse a delegada.
A dupla é apontada como responsável por uma série de crimes cometidos sempre da mesma forma, aterrorizando moradores e famílias em Várzea Grande.
Após as providências cabíveis e confecção dos autos de prisão em flagrante, o preso foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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