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Polícia Civil prende homem que se passava por servidor público estadual em Cuiabá

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Assessoria/Polícia Civil-MT

Um homem que se passava por servidor público, lotado em uma Secretaria de Estado, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na terça-feira (15.03), em ação da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).

A prisão do suspeito de 27 anos ocorreu após a equipe da Decon ter acesso ligações e áudios gravados pelo suspeito no qual ele se comunicava com funcionários de um grande banco e de uma operadora de telefonia se passando por servidor público.

Nos áudios, o homem se identificava com outro nome, fingia ser servidor público estadual, citava o nome de vários servidores públicos, como se trabalhasse diretamente com eles, e até o nome de um secretário do Governo do Estado, além de dizer que havia participado de reuniões nas quais o governador cobrava providências sobre a comunicação interna de um determinado órgão público.

O suspeito utilizava três aparelhos celulares e vários números de telefone, além de aplicativo com a logomarca do Governo do Estado na sua foto de perfil, e nas conversas cobrava providências e informações de interesse de consumidores juntos aos funcionários de empresas privadas.

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Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, durante a revista pessoal, os policiais encontraram com o suspeito uma fotocópia de uma receita médica em seu nome, na qual constava que o ele sofre de esquizofrenia paranoide. “Porém, no momento da abordagem e condução, o suspeito pareceu ser uma pessoa bem esclarecida e articulada em suas respostas, e agora será apurado se a receita e o diagnóstico são realmente verdadeiros”, disse o delegado.

Interrogado na Delegacia do Consumidor, o suspeito declarou que se passou por funcionário público seguindo as orientações de outras pessoas, que não soube qualificar, tendo sido checado e liberado em seguida, porém deve responder pela contravenção penal de fingir-se funcionário público.

A Polícia Civil apreendeu os seus aparelhos celulares, sendo dois aparelhos da marca Iphone de última geração, uma agenda e outros documentos para investigar se o suspeito estava buscando algum tipo de vantagem ilícita.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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