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Polícia Civil prende grupo criminoso envolvido com tráfico drogas no bairro Parque Ohora

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Um ponto de venda e armazenamento de drogas localizado no bairro Parque Ohara em Cuiabá foi desarticulado pela Polícia Civil, na quarta-feira (28.02), em diligência realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE). A ação resultou na prisão apreensão de grande quantidade de pasta base de cocaína, além da prisão em flagrante de quatro pessoas e apreensão de dois adolescentes.

Os trabalhos fazem parte da Operação Erga Omnes, que integra o planejamento da Polícia Civil de Mato Grosso para combate às organizações criminosas.

A equipe de policiais da DRE ¿estavam em diligências na região do Parque Ohora para apurar denúncias de que apontavam a presença de um grupo envolvido com o comércio de entorpecentes na região¿, quando flagraram dois homens em atitude suspeita, que ao observarem que seriam abordados tentaram empreender fuga. ¿Logo em seguida, os policiais flagraram uma mulher jogando uma embalagem semelhante à pasta base de cocaína pelo muro.

Durante a abordagem dos suspeitos, foi visualizado pela porta de entrada de uma das casas, que havia 12 tabletes de pasta base de cocaína sobre o sofá da sala. Na mesma casa, também foram localizados três veículos, entre eles, um Corolla Cross, que era utilizado para o transporte de drogas.

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Em continuidade às buscas, os policiais localizaram forminhas retangulares com resquícios de drogas, evidenciando a manipulação de drogas no local, além de outras porções de pasta base de cocaína que estavam no quarto de um dos suspeitos conduzidos.

Todo material ilícito foi apreendido e seis pessoas que estavam na casa, sendo quatro adultos e dois menores de idade, foram conduzidos à DRE, onde após serem interrogados foi lavrado o flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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