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Polícia Civil prende duas pessoas por desmatamento ilegal e posse de arma em Santo Antônio do Leverger

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), deflagrou na manhã desta sexta-feira (14.2) , a Operação Escudo Verde, com o objetivo de apurar uma denúncia de desmatamento ilegal em uma fazenda na região de Santo Antônio do Leverger. A ação resultou na prisão em flagrante de duas pessoas por crime ambiental e posse irregular de arma de fogo.

Com base nas informações recebidas por meio de denúncias, os investigadores realizaram diligências no local, onde flagraram atividades de desmatamento com uso de trator esteira e pá carregadeira em área com restrições ambientais. A propriedade teve autorização ambiental suspensa desde 13 de fevereiro por descumprimento das condições estabelecidas pela Sema.

Durante a operação, as equipes da Dema apreenderam um trator esteira, uma pá carregadeira, além de armamento ilegal, incluindo um revólver calibre 22, uma espingarda calibre 20 e grande quantidade de munições de diferentes calibres.

O delegado responsável pela operação, Marcelo Maidame, destacou a gravidade da infração e determinou a lavratura do auto de prisão em flagrante pelos crimes previstos nos artigos 38 e 68 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), além do crime de posse irregular de arma de fogo, Lei 10.826/2003.

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A delegada titular da Dema, Liliane Murata, Polícia Civil, ressaltou que com a operação a Polícia Civil reafirma o seu compromisso com a proteção ambiental e que não medirá esforços para combater crimes contra nosso meio ambiente.

“O desmatamento ilegal causa graves impactos ao meio ambiente, comprometendo ecossistemas inteiros, além da posse de armas e munições sem autorização que representa um risco à segurança pública”, disse.

Denúncias de crimes ambientais podem ser feitas pelo telefone da Polícia Civil 197 ou pelo número da Dema (65) 3623-7681. O sigilo é garantido.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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