POLÍCIA
Polícia Civil prende autor de dupla tentativa de homicídio em Nova Mutum
POLÍCIA
Um dos autores de uma dupla tentativa de homicídio ocorrido no início do mês em Nova Mutum teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (23.10), em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município.
O suspeito, de 23 anos, teve o mandado de prisão decretado pela Terceira Vara Criminal de Nova Mutum pelo crime de homicídio tentado após ser identificado nas investigações da Polícia Civil.
O crime ocorreu no último dia 06 de outubro, no bairro Colina II, em Nova Mutum. As vítimas de 20 e 22 anos estavam sentadas na calçada, quando foram surpreendidas por disparos de arma de fogo, efetuados por dois homens, que passaram em uma motocicleta.
Uma das vítimas foi atingida no braço, a outra na região pélvica e precisou ficar internada na UTI em razão dos ferimentos. Os jovens só não foram atingidos por mais disparos porque correram para dentro de uma quitinete.
Assim que foram acionados do crime, os policiais da Derf de Nova Mutum iniciaram as diligências conseguindo identificar o suspeito e a motocicleta utilizada no crime. Com base nos elementos apurados, o delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri representou pelo mandado de prisão do suspeito, que foi deferido pela Justiça.
A ordem de prisão foi cumprida nesta quarta-feira (23) pelos policiais da Derf, sendo o investigado localizado em sua residência no bairro Flor de Pequi, em Nova Mutum. Após ter o mandado de prisão cumprido, o preso foi conduzido à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia Civil cumpre mandados contra advogados suspeitos de falsificar de decisão judicial para favorecer líder de facção
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Reescrita, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco),
As buscas são realizadas em quatro endereços na Capital, sendo três delas nas residencias dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia. O cumprimento das medidas é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Investigação
As investigações iniciaram após a GCCO/Draco tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava estudos específicos de comportamento que beneficiassem e flexibilizasse a vinda um criminoso, apontado com vice-presidente de uma facção criminosa, preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.
Segundo os elementos apurados, em junho de 2025, foi apresentado um pedido judicial para a transferência do preso. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento de uma suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.
Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.
Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.
Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.
Ordens judiciais
Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.
As buscas têm como objetivo localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Nome da operação
O nome Reescrita faz referência à suspeita de que uma decisão judicial já existente, relacionada à permanência do preso em penitenciária federal, teria sido utilizada como referência para produzir um novo documento, que teria sido reescrito pelos investigados, atribuindo-lhe outro sentido e simulando uma decisão posterior que autorizaria o recambiamento do custodiado para Mato Grosso.
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