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Polícia Civil prende autor de disparos contra soldados do Exército dentro de boate em Cáceres

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O autor de diversos disparos de arma de fogo dentro de uma boate do município de Cáceres foi preso pela Polícia Civil, neste sábado (23.10), em Cuiabá após negociações realizadas pelo Núcleo de Inteligência Operacional da Gerência estadual de Polinter e Capturas

O suspeito de 23 anos foi identificado em investigações conduzidas pela equipe da Delegacia de Cáceres e teve o mandado de prisão decretado pela Primeira Vara Criminal do município pelo crime de tentativa de homicídio.

O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (14), quando o suspeito efetuou disparos em uma casa noturna tendo como alvo soldados do Exército em Cáceres. Duas vítimas foram encontradas caídas dentro da boate e outras duas deram entrada posteriormente na UPA, com ferimentos de arma de fogo.

Outras três pessoas apresentavam escoriações pelo corpo, proveniente dos vidros que foram quebrados durante a correria e fuga do local do fato.

Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da Delegacia de Cáceres iniciou as investigações, conseguindo identificar o suspeito, que já fazia uso de tornozeleira eletrônica em decorrência de outros crimes praticados anteriormente.

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Com a ordem de prisão decretada pela Justiça, os policiais do Núcleo de Inteligência Operacional da Polinter iniciaram a negociação com o defensor do suspeito para que ele se entregasse.

Após dois dias de trabalho, o suspeito que estava se escondendo em uma região de mata na cidade de Diamantino se entregou em ação realizada no bairro Vila Aurora, região da Morada da Serra, em Cuiabá.

Os policiais da Polinter ficaram durante toda a manhã de sábado de campana até a chegada do suspeito com seu advogado. Após ter a ordem de prisão cumprida, suspeito foi encaminhado para Polinter para as providências cabíveis e em seguida, foi apresentado para audiência de custódia no Fórum de Cuiabá, ficando à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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