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Polícia Civil humaniza atendimento e acolhimento a vítimas de abuso sexual em Sinop

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A Polícia Civil entregou nesta sexta-feira (28.07) o novo espaço de acolhimento e atendimento psicológico na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Sinop.

A delegacia especializada passa a contar duas psicólogas para atendimento às vítimas acolhidas pela unidade ampliar o atendimento das vítimas, que também recebe ocorrências de outras delegacias do município. O espaço tem duas salas estruturadas com materiais lúdicos para o acolhimento de crianças e adolescentes vítimas, além de uma brinquedoteca.

Os ambientes têm brinquedos, jogos e desenhos para pintura, que atendem a diferentes faixas etárias, oferecendo às vítimas e filhos de mulheres vítimas um ambiente mais humanizado para acolhimento de criança e adolescentes diversos tipos de abusos, principalmente para o sexual.

A iniciativa partiu da delegada Renata Evangelista, que assumiu a unidade especializada em agosto do ano passado e identificou a necessidade de ampliar o quadro de psicólogos e de oferecer um ambiente adequado para as vítimas, como também aos servidores que realizam os atendimentos na delegacia.

“A ideia é poder acolher a vítima de uma forma que minimize seus traumas. Com essa nova realidade, nossos profissionais poderão obter o melhor resultado no atendimento das crianças, que por outro lado, vão se identificar com os espaços e vão ficar mais à vontade”, pontuou ela.

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Durante o evento, a Polícia Civil agradeceu à secretária de Assistência Social de Sinop, Scheila Pedroso, que disponibilizou a contratação de uma psicóloga e ao presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Aloísio Azevedo, que possibilitou a reforma das salas e aquisição de brinquedos e materiais.

O delegado Regional de Sinop, Carlos Eduardo Muniz, parabenizou a iniciativa e também agradeceu o envolvimento dos parceiros que têm desempenhado um papel indispensável na melhoria dos serviços realizados pela Polícia Civil no município.

A inauguração contou com a presença da juíza da 2ª Vara Criminal de Sinop, Débora Roberta Pain Caldas e dos promotores de Justiça, Pedro da Silva Figueiredo e Roberta Cheregati Sanches.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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