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Polícia Civil esclarece suposto furto de cães que foram resgatados por uma ONG

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), esclareceu uma situação de suposto furto de cachorros, ocorrido no domingo (2.3), no bairro Boa Esperança em Cuiabá, com a identificação da mulher que pegou os animais. As investigações apontaram, que a mulher, dona de uma ONG, na verdade, não teve a intenção de subtrair os cachorros, mas sim resgatá-los por estarem há alguns dias na rua.

Os fatos ganharam repercussão por meio das redes sociais, após os tutores dos animais solicitarem apoio para localização de três cães domésticos da família. As informações iniciais apontavam que um veículo de cor preta parou em frente a casa no bairro Boa Esperança, pegou os cachorros das raças Akita, Husky e Sthizu, colocou dentro do carro e os levou embora.

Assim que tomou conhecimento dos fatos, os investigadores da Dema iniciaram as diligências, realizando a análise de imagens e oitivas de testemunhas, conseguindo chegar à identificação da mulher responsável por pegar os cachorros.

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Em conversa com os policiais, a proprietária da ONG relatou que encontrou os três cachorros na rua, e por acreditar que haviam sido abandonados, levou os animais até uma clínica veterinária, onde passaram por exames. Não sendo constatada nenhuma situação de maus-tratos, ela permaneceu com os animais em sua ONG, com a finalidade de tirá-los da rua.

Na casa da família, foi relatado que em algum momento do dia, os cachorros conseguiram fugir e ficaram nas proximidades da residência, ocasião em que ocorreu o desentendido.

O delegado responsável pelas diligências, Guilherme Pompeo, disse que com o esclarecimento dos fatos foi possível localizar os animais e devolvê-los aos tutores, que já providenciaram uma grade de proteção com o fim de evitar novas fugas.

“Constatada situação se tratou de um mal-entendido, os animais foram recuperados, sem necessidade instaurar procedimento criminal”, explicou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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