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Polícia Civil esclarece homicídio em barbearia de Guarantã do Norte e indicia autores

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Guarantã do Norte, esclareceu o homicídio ocorrido há uma semana em uma barbearia da cidade e indiciou os autores pelo crime. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário nesta quarta-feira (11.05)

No dia 05 de maio, a vítima, Nelson Favoreto, de 46 anos, foi atacada por duas pessoas, a golpes de faca, dentro de uma barbearia. Câmeras de segurança registraram o crime. Nelson morreu ainda no local e os autores fugiram na sequência.

Na investigação, a Delegacia de Guarantã do Norte identificou os autores do crime como sendo dois irmãos. E. W. O., de 36 anos, foi preso em flagrante no dia do fato, quando foi encontrado, embriagado, em um bar da cidade.

O delegado Lucas Lélis Lopes representou pela conversão do flagrante em preventiva, quando não há prazo determinado para o fim da custódia. Foi requerida também a prisão do outro autor do crime, de 42 anos, que é considerado foragido da Justiça.

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Conforme explicou o delegado de Guarantã do Norte, o homicídio foi motivado por vingança. Há 16 anos, a vítima matou e ocultou o cadáver de Alan Douglas Wagner de Oliveira, irmão dos indiciados. Desde então, Nelson foi jurado de morte.

No dia do fato, os dois irmãos viram Nelson no salão de cabeleireiro e passaram a premeditar o crime. Eles foram até a casa dos pais, pegaram duas facas na cozinha e retornaram ao local do crime. Na barbearia, cumprimentaram o dono do local e atacaram a vítima com as facas, de surpresa e sem que Nelson pudesse ter qualquer chance de reação.

Após o crime, os dois autores fugiram em uma caminhonete, conforme registraram as câmeras de segurança de um supermercado ao lado do salão.

Os investigados foram indiciados por homicídio qualificado em razão de três circunstâncias: motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima (artigo 121, § 2.º, incisos I, III e IV, do Código Penal).

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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