POLÍCIA
Polícia Civil desarticula ponto usado como desmanche de veículos de cargas em Cuiabá
POLÍCIA
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derfva), desarticulou na quarta-feira (01.03), em Cuiabá, um local utilizado para desmanche e adulteração de veículos de cargas provenientes de furto e roubo.
No endereço, no bairro Jardim Industriário, descoberto através de informações do sistema de rastreamento, haviam barracões e dentro de um deles, foram encontradas três carretas com indicativos de adulteração do sinal identificador do chassi.
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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve na empresa é constatou a adulteração, bem como pelo exame pericial será possível revelar o sinal identificar original do veículo, e assim identificar qual crime antecede, e não restando dúvida serem veículos provenientes de furto ou roubo.
Conforme o delegado da Derfva, Maurício Maciel, ao fundo do galpão foi localizada uma área utilizada para queima de materiais como placas, identificadores, além de outros componetes dos veículos que são receptados.
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Diante dos fatos, notou-se nitidamente que o local é usado como dessova para dificultar a identificação. Um aparelho rastreador que tinha sido retirado de um dos veículos, foi encontrado e ainda estava dando sinal.
No local foi apreendida uma placa nova pronta e em condições de ser afixada no veículo, que já havia sido adulterado, além de uma plaqueta nova correspondente ao número do chassi, caracterizando a clonagem.
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Também foi localizado equipamento usado para remarcação de chassi, instrumento para solda, peças de veículos, entre outros equipamentos e instrumentos.
Dois homens, de 44 e 29 anos, repsonsáveis pelo galpão foram identificados, porém não foram localizados no momento da abordagem policial. Ambos serão intimados para prestarem esclarecimentos, bem como responderão por receptação e adulteração de sinal identificar de veículo.
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Maurício Maciel explicou que a Derfva segue com as diligências investigativas, visando qualificar todos os envolvidos no grupo criminoso. “Foi osbservado que trata-se de uma atividade exercida com certa medida técnica, para conseguir fazer todo o desmanche, desmontagem, inclusive do sistema de rastreamento, e o objetivo é dar encerramento na ação criminosa”, destacou o delegado.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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