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Polícia Civil deflagra operação para combater a receptação de cabos de cobre e alumínio furtados em Várzea Grande

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), em conjunto com a Guarda Municipal de Várzea Grande, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10.4), a Operação Reverbera, com o objetivo de combater o crime de receptação de produtos oriundos de roubos e furtos, principalmente, de cabos de cobre e alumínio.

A operação contou com o apoio das Secretarias Municipais de Várzea Grande de Serviços Públicos, Meio Ambiente e de Fazenda, e da Secretaria de Fazenda Estadual. Foram cumpridas 14 ordens de buscas em 14 empresas que atuam no ramo de compra e venda de sucatas.

Em uma das empresas, situada no bairro Mapim, as equipes apreenderam 300 kg de cabos, avaliados em aproximadamente R$ 64 mil, reconhecidos como sendo furtados de diversas estações do Departamento de Água Esgoto (DAE). O proprietário da empresa onde os cabos foram apreendidos foi autuado pela prática de receptação qualificada. Em outra empresa, situada no bairro Manga, as equipes apreenderam aproximadamente 450 kg de cabos de cobre e de alumínio, avaliados em aproximadamente R$ 100 mil.

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Os furtos de cabos de cobre e de alumínio no município geralmente são praticados por usuários de drogas que vivem em situação de rua, os quais praticam os crimes e vendem o produto por um preço ínfimo para comprar a droga. Por outro lado, esses crimes têm enriquecido alguns empresários do ramo, visto que o preço do cobre é elevado.

A operação foi planejada pela Derf-VG por entender que são os receptadores que financiam esses furtos. É importante compreender que o prejuízo causado para a sociedade não é apenas patrimonial. Muitas vezes, os cabos receptados são cabeamentos de telefonia, cabos de energia elétrica e cabos das estações de abastecimento de água.

“Por vezes, em decorrência dos furtos, milhares de usuários ficam sem comunicação telefônica, sem internet, sem energia elétrica e, o pior, sem água. É preciso que a sociedade se conscientize e diga um basta à cultura da receptação”, disse a delegada Elaine Fernandes, titular da Derf-VG.

Participaram da operação 40 policiais civis (delegados, escrivães e investigadores), nove agentes da Guarda Municipal de Várzea Grande, seis fiscais de postura da Secretaria de Serviços Públicos, quatro fiscais do Meio Ambiente, três fiscais da Secretaria de Fazenda Municipal e dois fiscais da Secretaria de Fazenda Estadual, que contaram com 12 viaturas.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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