POLÍCIA
Polícia Civil de Cáceres cumpre mandado de prisão contra líder de facção por crime de homicídio
POLÍCIA
O líder de uma facção atuante na região de Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá), e procurado pela Justiça por participação no homicídio de um soldado do Exército, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na tarde de quinta-feira (19.05), na Capital.
O suspeito de 39 anos foi preso pela Polícia Militar, na quinta-feira (19.05), em Cuiabá, pelo crime de uso de documento falso. Ele foi levado até a Central de Flagrantes para as providências cabíveis, e posteriormente encaminhado para audiência de custódia.
Ao tomar conhecimento da prisão efetuada pelos militares, os policiais civis da 1ª Delegacia de Cáceres coordenados pelo delegado Marlon Richer Nogueira, deslocaram-se até o Fórum de Cuiabá.
Pouco antes do preso ser apresentado em juízo, a equipe de Cáceres deu cumprimento ao mandado de prisão, bem como realizou a apreensão do aparelho celular do suspeito.
Homicídio
Na noite do dia 22 de janeiro deste ano, Thiago de Brito de Almeida, de 19 anos e soldado do Exército, foi morto após ser atingido por disparos de arma de fogo, em via pública do bairro Cohab Nova, em Cáceres.
O crime foi praticado por cinco indivíduos em um veículo Corsa de cor preta.
Segundo apurado, a ordem para matar foi do líder da facção, tendo como alvo um integrante de uma organização rival e que sempre usava uma camiseta de time de futebol, semelhante a blusa que a vítima vestia no momento em que foi assassinada.
Investigação
Desde então os policiais civis vinham realizando diligências ininterruptas para esclarecer a ocorrência. Os suspeitos, todos com extensa ficha criminal, também são investigados em outros homicídios ocorridos em Cáceres.
Os criminosos, tanto o mentor como os executores, tiveram os mandados de prisão representados pela Polícia Civil, e decretados pela Justiça da Comarca local.
Além do líder da organização criminosa, que teve a prisão cumprida no Fórum de Cuiabá, outro envolvido de 30 anos e que encontra-se recolhido na Cadeia Pública de Cáceres, teve o mandado de prisão preventiva cumprido na quinta-feira (19), na unidade prisional.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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