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Polícia Civil cumpre quatro mandados de prisões na região de fronteira

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Policiais civis da Delegacia de Polícia de Mirassol d”Oeste cumpriram no sábado (11.06), quatro mandados de prisão em desfavor de indivíduos que cumpriam penas em regime semiaberto, porém tiveram o benefício revertido por descumprimento das condições impostas pela Justiça. 

As ordens judiciais foram expedidas pelo juízo da Terceira Vara da Comarca local, sendo os suspeitos localizados e presos pelos policiais civis.

Um dos detidos foi um homem de 51 anos, morador do bairro Jardim São Paulo, e que responde pelos crimes de lesão corporal, receptação e roubo.Ele foi condenado há mais de 22 anos de reclusão, sendo localizado na praça do bairro onde reside.

O segundo preso de 35 anos responde por diversos furtos, sendo condenado há de 2 anos e 9 meses, vem como também foi abordado pela equipe no bairro Jardim São Paulo.

O terceiro envolvido, de 36 anos, é acusado de tráfico de drogas ocorrido no ano de 2016. Na época dos fatos, o suspeito foi autuado em flagrante por transportar cerca de 42 quilos de entorpecentes, que estavam ocultados em compartimento secreto do veículo. O suspeito teve o mandado de prisão cumprido na zona rural do município.

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Já o quarto suspeito de 42 anos e com diversas passagens criminais, responde pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, tráfico de drogas, corrupção de menores, embriaguez ao volante, apropriação indébita, entre outros delitos. Com quase 19 anos de condenação, ele foi localizado pelos policiais no município de São José dos Quatro Marcos.

Após o cumprimento dos mandados de prisão, os quatro envolvidos foram conduzidos para as providências cabíveis, e posteriormente encaminhados para a Cadeia Pública ficando à disposição do Poder Judiciário.

O delegado de Mirassol d’Oeste, Matheus Prates de Oliveira, ressaltou que uma das prisões foi realizada por meio de reconhecimento facial, instrumento tecnológico utilizado pela Polícia Civil de Mato Grosso, visto que o procurado não portava documentos de identificação.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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