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Polícia Civil cumpre prisões preventivas contra faccionados envolvidos em homicídio de vítima encontrada no Rio Juruena

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Duas pessoas envolvidas em um homicídio ocorrido em dezembro de 2024, em que o corpo da vítima foi encontrado às margens do Rio Juruena, tiveram mandados de prisão cumpridos pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (31.3), em investigações conduzidas pela Delegacia de Juína.

Entre os alvos, está um detento da Penitenciária Central do Estado (PCE), que teria ordenado a execução da vítima e uma mulher, integrante da facção criminosa, responsável por filmar a videoconferência entre o suspeito e os executores da vítima.

A mulher foi presa na cidade de São Miguel do Guaporé, Estado de Rondônia. Questionada sobre os fatos, confessou a sua participação no crime. O novo mandado de prisão contra o investigado, que já se encontrava detido, foi cumprido na unidade penitenciária da PCE.

A investigação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para combate a atuação de facções criminosas, por meio da Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

O crime

O corpo da vítima, Valdivino Gomes Ferreira, 35 anos, foi avistado por populares às margens do Rio Juruena, próximo à ponte, a 60 quilômetros da cidade. A equipe da Delegacia de Juína constatou que a vítima já estava em processo de decomposição e tinha os pés amarrados, indicando se tratar de uma execução. Valdivino estava desaparecido desde o dia 14 de dezembro.

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Na época dos fatos, duas pessoas foram presas por envolvimento nos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. As investigações apontam que a vítima foi executada por oferecer drogas fora da facção criminosa e por tentar monopolizar o tráfico na cidade.

Segundo o delegado de Juína, Ronaldo Binoti Filho, com as novas prisões, a Polícia Civil caminha para a finalização da investigação. “Após diversas diligências foi possível esclarecer mais um homicídio cruel ocorrido na cidade, ordenado por um tribunal paralelo, o estrangulamento da vítima e a ocultação de seu cadáver, no Rio Juruena”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre 26 ordens judiciais contra grupo criminoso envolvido com tráfico e lavagem de capitais

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8.10), a Operação Fio para cumprimento de 26 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. 

Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e 12 ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, expedidas pela Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo da Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

Os mandados são cumpridos simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso, e Litoral Sul de São Paulo. A operação conta com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo/Santos, Delegacia de Mirassol d’Oeste e Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor).

Investigações

As ordens judiciais são decorrentes de investigação conduzida pela Polícia Civil que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de entorpecentes e com a movimentação de recursos relacionados às atividades criminosas.

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No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam a participação de diferentes investigados na atividade criminosa, além de indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns dos envolvidos e possível utilização de pessoas físicas e jurídicas para circulação e ocultação de valores.

Entre os alvos está um investigado que teria deixado a região de Cuiabá após sofrer uma tentativa de homicídio em um hotel de Várzea Grande. Na ocasião, homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos em sua direção, porém ele não foi atingido. Posteriormente, o investigado teria se deslocado para outra localidade. 

As circunstâncias do atentado e eventual relação do episódio com a atividade do tráfico e outras situações apuradas dentro na Operação Fio permanecem sob investigação.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Descapitalização financeira

As 12 medidas de bloqueios de bens possuem limites definidos conforme a situação de cada alvo. Para alguns investigados, foi autorizado o bloqueio integral dos ativos financeiros eventualmente localizados, enquanto, para outros, foram estabelecidos limites individualizados, com valores aproximados de R$ 300 mil, podendo alcançar R$ 1,4 milhão no maior limite individual fixado.

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As medidas cautelares buscam interromper a atuação criminosa investigada, preservar elementos de prova e evitar a eventual dissipação de ativos que possam estar relacionados aos delitos apurados.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As investigações prosseguem, especialmente com a análise dos novos elementos que forem arrecadados durante o cumprimento das medidas judiciais, visando ao aprofundamento das apurações e à conclusão da investigação.

A ação reforça a atuação permanente da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas e ao tráfico de drogas, assim como a importância da participação da sociedade no fornecimento de informações que possam contribuir para a identificação e responsabilização de pessoas envolvidas em atividades criminosas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 



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