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Polícia Civil cumpre prisão preventiva de autor de homicídio de jovem no Morro da Luz

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), cumpriu nesta quarta-feira (06.09), o mandado de prisão preventiva contra autor de homicídio qualificado da jovem, Yasmin Wanderleia Miranda dos Santos, de 18 anos, ocorrido em agosto de 2022, na região do Morro da Luz, em Cuiabá.

O investigado, que possui diversas passagens criminais anteriores por tráfico de drogas, roubo, inúmeros crimes patrimoniais, teve o mandado de prisão preventiva cumprido no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantasonde já encontra-se preso por outro crime.

O inquérito policial, presidido pelo delegado Hércules Batista Gonçalves, foi concluído em julho de 2023, com o indiciamento do investigado pelos crimes de homicídio pelo motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A morte da jovem foi motivada pelo fato da vítima estar vendendo drogas na região sem a devida autorização.

Investigação

As investigações que levaram a identificação do autor do crime iniciaram no dia 06 de agosto de 2022, quando a equipe da DHPP foi acionada para atender a ocorrência de encontro de cadáver no Parque Público Morro da Luz, ocasião em que a vítima do sexo feminino foi encontrada com várias lesões na cabeça e sem nenhum documento de identificação.

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O local em que o corpo foi encontrado é ermo e frequentado por usuários de entorpecentes. Não havia câmeras de segurança na parte posterior do parque e não foram encontradas, inicialmente, testemunhas que pudessem colaborar com a apuração do crime.

Durante diversos dias de diligências na região, os policiais da DHPP conversaram com diversas pessoas que frequentam o morro, identificando testemunhas e outros elementos que resultaram na identificação do autor do crime, que chegou a negar a autoria dos fatos, apresentando uma versão que não condizia com o restante das investigações.

Durante as investigações, o suspeito chegou a abordar uma das testemunhas para que mentisse em oitiva na DHPP, passando informações que fossem compatíveis com a versão apresentada por ele. As investigações apontaram que o suspeito matou a vítima sozinho, uma vez que ele já havia avisado a jovem sobre a proibição de comercializar drogas trazidas de outros locais na região.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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