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Polícia Civil cumpre prisão contra pai por estupro de vulnerável em Alta Floresta

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Um pai suspeito de abusar sexualmente da filha foi preso pela Polícia Civil, na sexta-feira (15.09), no município de Alta Floresta. A ação foi realizada pela equipe do Núcleo de Proteção à Mulher e Criança, em ação para cumprimento de mandado de prisão preventiva.

As diligências iniciaram na terça-feira (12), logo que a Polícia Civil foi comunicada sobre os fatos. A vítima teve uma crise de pânico na escola onde estuda, ocasião em que o corpo docente tomou conhecimento dos abusos sofridos e acionou o Conselho Tutelar.

A menor de idade contou que vinha sendo abusada pelo próprio pai há 3 anos, desde quando tinha apenas 10 anos de idade. Ela revelou que era constantemente ameaçada pelo genitor para não relatar a violência sofrida.

Com base nos fatos gravíssimos, os policiais civis passaram a apurar as informações. A vítima foi ouvida em depoimento especial, encaminhada para realização de exames periciais, entre outras providências .

Diante do resultado do exame pericial confirmando que a menor não era mais virgem em um período razoável de tempo, fato este que ia de encontro ao relato da mesma afirmando que os abusos teriam iniciado há 3 anos, foi representado pelo pedido de prisão do investigado.

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Com parecer favorável do Ministério Público e do Poder Judiciário, a ordem judicial pelo crime de estupro de vulnerável foi decretada na sexta-feira (15) e cumprida pelos policiais civis poucas horas depois.

Conforme o delegado João Wanick, em menos de 72 horas da comunicação dos fatos o suspeito já encontra-se preso.

“Neste curto período foram tomadas todas as providências investigativas necessárias, realizadas as provas periciais e analisado o pedido de prisão pelo Poder Judiciário e Ministério Público, o que demonstra que tais crimes não ficarão impunes no município de Alta Floresta”, destacou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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