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Polícia Civil cumpre novas prisões contra envolvidos em homicídio de advogado

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), cumpre, nesta terça-feira (13.3), novos mandados de prisão temporária contra quatro policiais militares investigados por envolvimento no homicídio do advogado Renato Gomes Nery. As ordens judiciais estão sendo cumpridos nas unidades em que os policiais já se encontram presos.

Os mandados foram requeridos devido à investigação de um suposto confronto ocorrido no dia 11 de julho, seis dias após o homicídio do advogado Renato Nery, após um roubo a veículo na região do bairro Jardim Aclimação, em Cuiabá.

No dia do crime, uma equipe do Batalhão Rotam atendeu à ocorrência e, segundo o boletim de ocorrência, teria trocado tiros com os supostos ladrões do veículo. Um suspeito morreu, um ficou ferido e um teria fugido, e duas armas foram apreendidas e entregue pelos policiais da Rotam à perícia.

Durante as investigações dos dois casos – o homicídio do advogado Renato Nery e o suposto confronto após o roubo – foi constatado que a arma apreendida no confronto era a mesma utilizada no homicídio do advogado. Além disso, a perícia apontou, também, que as munições utilizadas no assassinato haviam sido adquiridas pela Polícia Militar e destinadas ao Batalhão Rotam.

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Diante das investigações, além de indicativos a demonstrar a ausência de confronto, o delegado Caio Fernando Alvares Albuquerque representou pelas prisões temporárias dos quatro policiais militares envolvidos no suposto confronto, que foram deferidas e estão sendo cumpridas nesta quarta-feira (19.3)

As investigações seguem no sentido de verificar, também, possíveis outros envolvidos no apontado confronto.

Office Crimes – A Outra Face

No dia 6 de março deste ano, a DHPP deflagrou a Operação Office Crimes – A Outra Face, que cumpriu seis mandados de prisão temporária contra pessoas com envolvimento no homicídio do advogado, sendo cinco policiais militares e o executor do crime, além de dois mandados de busca e apreensão.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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