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Polícia Civil cumpre mandado de prisão preventiva de autor de tentativa de homicídio em bar em Porto dos Gaúchos

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O autor de uma tentativa de homicídio, ocorrida em um bar de grande movimento em Porto dos Gaúchos (663 km a médio-norte de Cuiabá), teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (19.06), em um rápido trabalho de investigação realizado pela Delegacia do município.

O suspeito de 23 anos chegou a se apresentar na delegacia na terça-feira (18), na presença do seu advogado, ocasião em que já estava fora da situação de flagrante. Ele confessou o crime, porém, não entregou a arma de fogo utilizada no atentado contra a vítima.

A tentativa de homicídio ocorreu na tarde de sábado (15), horário de pico em um dos principais bares da cidade, ocasião em que o suspeito chegou ao local e efetuou o disparo contra a vítima que estava em uma mesa. Devido ao horário, o estabelecimento estava cheio de famílias, inclusive, muitas crianças e um bebê de colo.

A vítima foi atingida na região do abdômen, foi socorrida e encaminhada para o Hospital de Porto dos Gaúchos e em seguida levada ao Hospital de Juara, em caráter de urgência. Após o crime, o suspeito fugiu do local.

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Assim que foi acionada, a equipe da Delegacia de Porto dos Gaúchos iniciou as investigações, fez oitivas de diversas testemunhas e identificou o autor do crime. Após contato com o advogado do suspeito, ele se apresentou na tarde de terça-feira na delegacia, mas não entregou a arma utilizada no crime.

Diante da gravidade dos fatos, em decorrência do atentado contra a vítima e da ameaça contra as demais pessoas que estava no estabelecimento, o delegado de Porto dos Gaúchos, Bruno Palmiro, representou pelo mandado de prisão preventiva do suspeito que foi deferido pela Justiça e cumprido na manhã desta quarta-feira (19).

“Não foi possível realizar a prisão do suspeito quando ele se apresentou na delegacia, por não estar em situação de flagrante da tentativa de homicídio. Porém, como ele não apresentou a arma de fogo e ainda colocou em risco a vida de várias pessoas que estavam no estabelecimento no momento dos fatos, foi cumprida a sua prisão preventiva em um rápido trabalho da Polícia Civil e do Poder Judiciário”, disse o delegado.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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