POLÍCIA
Polícia Civil cumpre buscas contra suspeito de armazenar mídias de pornografia infantil em MT
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Em mais uma ação de combate a pornografia infantil por meio virtuais, a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) deflagrou, na terça-feira (25.2), a primeira fase da Operação Spotlight, para cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliar dentro de investigações de armazenamento e compartilhamento de mídias ilícitas.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade de Guarantã do Norte, com objetivo de aprofundar as investigações contra um suspeito de cometer os crimes de armazenar e compartilhar imagens e vídeos de pornografia infantil, previstos no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As diligências foram realizadas pela equipe da DRCI com o apoio da Delegacia da Polícia Civil de Guarantã do Norte e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
A investigação teve início depois que a DRCI recebeu denúncia baseada em relatórios do National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC), uma entidade norte-americana que centraliza denúncias sobre abuso sexual infantil. O caso foi encaminhado à especializada via sistema Rapina, ferramenta utilizada para rastrear e investigar conteúdos ilícitos armazenados na internet.
As apurações preliminares indicaram que o investigado, morador da cidade de Guarantã do Norte, poderia guardar mais de dois mil arquivos contendo material de exploração sexual infantil. A partir da colheita de dados telemáticos, foi possível chegar ao suspeito, permitindo que os investigadores traçassem um panorama detalhado de sua atuação, sendo representado pelos mandados de busca e apreensão domiciliar, que foram deferidos pela Justiça.
De acordo com o delegado titular da DRCI, Guilherme Fachinelli, as medidas judiciais deferidas são cruciais para aprofundar as investigações e identificar possíveis redes criminosas envolvidas no compartilhamento de pornografia infantil.
Em menos de 24 horas, a Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos deflagrou duas operações de combate a pornografia infantil, por meio digitais, sendo deflagrada algumas horas antes da Operação Spotlight, a segunda fase da Operação Jogo da Ilusão, que cumpriu mandados de busca e apreensão na cidade de Caldas Novas (GO).
“As operações reforçam o compromisso Polícia Civil de Mato Grosso no combate a crimes digitais e de exploração infantil. Nosso objetivo é não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também desarticular esquemas criminosos e proteger vítimas em potencial”, destacou Fachinelli.
A investigação segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.
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Operação da Polícia Civil mira investigados por pornografia infantil por meio de rede social
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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