POLÍCIA
Polícia Civil conclui inquérito com indiciamento de cinco envolvidos em homicídio de jovem em Tangará da Serra
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Camila Molina/Polícia Civil-MT
Cinco pessoas que tiveram a participação identificada no homicídio do jovem João Vitor de Jesus Soares na cidade de Tangara da Serra (239 km a médio-norte de Cuiabá) foram indiciadas pela Polícia Civil em inquérito policial instaurado na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para apurar o crime. O procedimento concluído na sexta-feira (04.03) e encaminhado para a Justiça.
O jovem, João Vitor de Jesus Soares, de 20 anos, estava desaparecido desde o dia 25 de junho de 2021, e teve o corpo localizado no dia 02 de fevereiro em uma região de mata a aproximadamente 30 quilômetros da cidade.
Durante as investigações, a Polícia Civil representou por algumas medidas cautelares que foram deferidas pela Justiça, sendo ouvidas várias pessoas e traçada a linha de investigação, que foi confirmada durante a continuidade dos trabalhos.
Segundo apurado, o crime foi cometido por integrantes de uma facção criminosa, após uma briga em um bar, pelo fato de a vítima estar se relacionando com a mulher de um dos suspeitos. Na ocasião do crime, a vítima foi atraída para casa de um dos autores, que junto a um comparsa, iniciou as agressões. Em seguida, chega o terceiro suspeito que foi o responsável por levar todos os envolvidos até o local em que ocorreu a execução da vítima.
Dois envolvidos no crime foram presos na época dos fatos e nesta quarta e quinta-feira (02 e 03.03) foram cumpridos os mandados de prisão contra os outros três suspeitos identificados. Entre os indiciados estão duas mulheres que tiveram a participação identificada no crime, entre elas uma que teria ajudado a atrair a vítima para a emboscada e outra que teria identificado a vítima para os criminosos.
Para o delegado Adil Pinheiro de Paula, a investigação realizada pela equipe da DHPP foi concluída com sucesso graças ao empenho de toda a equipe envolvida. “Com o trabalho investigativo foi possível identificar e prender os cinco envolvidos no crime e concluir o inquérito com o esclarecimento da motivação e autoria. O procedimento foi encaminhado pra a Justiça e possivelmente todos serão julgados pelos fatos”, disse o delegado.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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