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Polícia Civil apreende rebanho transportado com nota fiscal irregular em Araguaiana

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Noventa cabeças de gado que seriam transportados para o Estado de Goiás, com suspeita de sonegação fiscal de tributos, foram apreendidos pela Polícia Civil, na terça-feira (11.04), em Araguaiana (563 km a leste de Cuiabá).

As diligências iniciaram logo após denúncia sobre quatro caminhões carregados com aninais bovinos, que aguardavam para realizar a travessia de Mato Grosso e Goiás, por meio da balsa sobre o rio Araguaia, durante a noite.

Com base nas informações a equipe de Araguaiana com apoio dos policiais civis de Barra do Garças e da Polícia Militar, foram até o local, e durante a abordagem constataram irregularidades nos documentos apresentados pelos motoristas.

Diante dos fatos, representantes do Indea e da Sefaz foram acionados para acompanhar o trabalho policial. Na ocasião verificou-se que a nota fiscal havia sido emitida com origem e destino na própria cidade de Araguaiana.

Porém o gado seria descarregado em uma propriedade rural na cidade de Aragarças (GO), caracterizando a tentativa da sonegação fiscal de tributos. O comprador do gado foi autuado pelo Indea e pela Sefaz, e multado em aproximadamente R$ 50 mil.

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As 90 cabeças de gado, entre vacas e bezerros, foram apreendidos e descarregados em uma pastagem do município de Araguaiana, para receberem alimentação e água.

As investigações continuam visando apurar e identificar a verdadeira origem dos animais.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Ex-secretária e empresários são alvos de investigação sobre contratos públicos em Livramento

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na última quinta-feira (15), a Operação Legado para desarticular o núcleo financeiro de um esquema criminoso que causou prejuízos ao município de Nossa Senhora do Livramento.

Na operação, são cumpridas 30 ordens judiciais expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Uma pessoa jurídica e cinco pessoas físicas são alvos dos mandados. Entre elas, estão uma ex-secretária municipal, empresários, pessoas apontadas como laranjas e uma empresa utilizada para a operação financeira do esquema. O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio de aproximadamente 30 policiais das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil.

A operação é um desdobramento da Operação Liberatio, deflagrada em 2024 pelo Núcleo de Ação de Competência Originária, do Ministério Público de Mato Grosso (NACO/MP-MT), que, na ocasião, teve como alvos o então prefeito e alguns secretários.

Em continuidade aos trabalhos, foi instaurada uma investigação na Deccor para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro associada aos crimes de peculato, corrupção passiva e organização criminosa, na gestão municipal anterior.

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Os trabalhos buscam apurar o caminho percorrido pelo dinheiro que teria sido desviado de dois contratos firmados, à época, pela Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento: um deles com um posto de combustíveis, cujo objeto era o abastecimento da frota de veículos oficiais da cidade; e outro com uma construtora responsável pela reforma de pontes de madeira em Nossa Senhora do Livramento.

No período investigado, foram constatadas movimentações de mais de R$ 90 milhões nas contas bancárias dos alvos, incluindo as de uma pessoa que já havia falecido à época das operações financeiras.

Essa pessoa era mãe do proprietário do posto de combustíveis e também avó da proprietária da empresa de construção civil que teria sido beneficiada, de forma atípica, com valores provenientes do posto de combustíveis.

Ordens judiciais

Com base nas investigações, foi solicitada a expedição de mandados contra os investigados, com o objetivo de aprofundar as apurações, arrecadar novos elementos de prova e identificar outros possíveis envolvidos.

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Entre as ordens judiciais estão sete mandados de busca e apreensão e seis ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

Há também uma ordem de proibição de licitar e contratar com o Poder Público, especialmente com o município de Nossa Senhora do Livramento, direcionada à empresa investigada nesta fase.

Foi determinado o bloqueio inicial de R$ 15,8 milhões nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de dois veículos, uma motocicleta e um caminhão.

Além disso, foi determinada a expedição de ordens às instituições financeiras com as quais a pessoa falecida mantinha relacionamento, para que impeçam a reativação ou a utilização indevida da conta por terceiros, inclusive por pessoas que detenham poderes de representação.

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