POLÍCIA
PM prende três homens com armas de fogo e porções de drogas em Tangará da Serra
POLÍCIA
Três homens, de 20, 24 e 29 anos, foram presos em flagrante por porte ilegal de arma e tráfico ilícito de drogas, na noite desta sexta-feira (14.10), em Tangará da Serra. Na ação policial, foram apreendidas duas armas de fogo, munições, porções de drogas e R$ 1,6 mil em dinheiro.
Por volta das 18h30, as equipes do 19º BPM e da Força Tática do 7º Comando Regional receberam informações do setor de inteligência sobre a localização de um suspeito supostamente envolvido em um homicídio, em Tangará da Serra.
Os policiais militares se deslocaram até o endereço informado, um conjunto de quitinetes localizado no bairro Jardim Alto da Boa Vista, e abordaram um homem, que estava em frente a uma das casas. Ao revistarem o suspeito, a PM localizou uma porção de maconha.
Questionado sobre o entorpecente, o suspeito revelou que fazia o comércio ilícito de drogas e que havia mais porções no interior de sua residência. Em buscas pelo local, os policiais militares encontraram outras porções de ,maconha, a quantia de R$ 1.200,00 em dinheiro e uma pistola calibre .380 com 14 munições intactas.
Ao ser perguntado se a arma encontrada teria sido utilizada em homicídios na cidade, o suspeito negou, porém afirmou conhecer outro suspeito por esses crimes e informou sua localização.
Antes de saírem em novas diligências, o suspeito revelou ainda que seu vizinho de quitinete também vendia drogas. Os policiais militares foram até a casa e encontraram mais nove porções de maconha e a quantia de R$ 486,00 em dinheiro, sendo feita a condução deste segundo criminoso.
Na sequência, as equipes policiais foram até o endereço da residência do terceiro suspeito, apontado no envolvimento de homicídios, e lograram êxito em encontrar o criminoso, que não ofereceu resistência ao ser abordado.
O homem foi indagado sobre o envolvimento nos crimes e afirmou que teria em seu quarto uma arma de fogo. Os policiais militares fizeram buscas e encontraram um revólver calibre .38, com cinco munições e mais duas porções de maconha.
Diante da situação de flagrante, os três suspeitos foram encaminhados à Delegacia da cidade, junto com todo o material apreendido, para registro do boletim de ocorrência e as demais providências que o caso requer.
Fonte: PM MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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