POLÍCIA
PM apreende sete adolescentes e prende duas pessoas por pichações em apologia ao crime
POLÍCIA
A Polícia Militar de Mato Grosso apreendeu sete adolescentes e prendeu duas pessoas, na noite desta quinta-feira (20.3), suspeitos por apologia ao crime, em três municípios do Estado. Todos os detidos foram flagrados realizando pichações com o símbolo de uma facção criminosa.
Em Matupá, policiais militares da 2ª Companhia Independente receberam diversas denúncias sobre o tráfico de drogas nas imediações da praça do bairro União.
Assim que as equipes se aproximaram do local, identificaram diversos menores correndo em direções opostas. Um dos suspeitos arremessou um spray de cor vermelha do outro lado do muro de uma residência.
Em buscas pela região, três deles foram apreendidos. As equipes encontraram, ainda, quatro sprays e uma porção de substância análoga à maconha. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia.
Já no município de Nova Mutum, outros dois adolescentes foram detidos em flagrante pela mesma ação criminosa. Os policiais militares do 26º Batalhão realizavam patrulhamento tático pela Avenida dos Uirapurus, no momento em que flagraram a dupla pichando o muro de um condomínio.
Os menores foram detidos com uma lata de spray. À PM, eles relataram que foram contratados por um homem para realizar pichação em alusão à uma facção criminosa e que receberiam R$ 80. A dupla foi detida e encaminhada à delegacia.
Equipes do 1º Pelotão de Polícia Militar do município de Porto Esperidião também apreenderam outros dois adolescentes e prenderam duas pessoas por apologia ao crime em alusão à facção criminosa.
Os policiais militares receberam inúmeras denúncias de que uma quadrilha estaria pichando muro de diversas residências e repartições públicas com siglas de uma facção criminosa.
Após as denúncias, as equipes intensificaram o policiamento no município e conseguiram identificar, abordar e deter os suspeitos em endereços distintos do município. A quadrilha foi levada à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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