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Operação Vida Dupla cumpre 13 mandados contra associação criminosa envolvida em roubo de cargas no sul de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (29.03) a Operação Vida Dupla com o cumprimento de 13 mandados judiciais, sendo cinco de prisão e oito de busca e apreensão, contra investigados por associação criminosa envolvida no roubo de cargas agrícolas na região de Rondonópolis.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Rondonópolis e Campo Verde, em Mato Grosso, e em Jaguaruna, no interior de Santa Catarina.

A operação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis, cujo principal alvo é o mandante do roubo seguido de morte que vitimou um motorista de caminhão, ocorrido no final de fevereiro deste ano.

Em Rondonópolis são cumpridos seis mandados de buscas e quatro de prisões, em Campo Verde são duas buscas, e em Santa Catarina a Polícia Civil cumpre a prisão do principal alvo da operação.

O delegado responsável pela investigação, Fábio Nahas, explica que o nome da operação faz referência ao mandante do crime, que exercia uma atividade comercial lícita em Rondonópolis, mas, paralelamente ao empreendimento que era localizado no shopping da cidade, ele liderava uma quadrilha de roubo de cargas agrícolas na região,

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A Operação Vida Dupla conta com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina.

Desaparecimento do motorista

O motorista de carreta, Antônio Marcos Alves, 52 anos, saiu da cidade de Comodoro, em fevereiro, para transportar um carregamento de fertilizantes em Rondonópolis, onde foi roubado. O caminhão que ele conduzia, um modelo Trator Scania, foi encontrado no dia 28 de fevereiro, em Campo Verde. O veículo foi localizado no pátio de um posto de combustível da cidade e a carga estava em uma propriedade rural, em um assentamento no município. Uma pessoa foi presa em flagrante pela receptação do veículo e com ela estavam o aparelho celular e cartão bancário da vítima.

Já um corpo, que pode ser o do motorista (a Polícia Civil aguarda resultados de exames de DNA para comprovação da identidade), foi encontrado debaixo de uma ponte, próxima à Serra da Petrovina, no município de Pedra Preta, no dia 08 de março. O corpo estava em avançado estado de decomposição e foi encaminhado ao IML de Rondonópolis para a perícia.

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A investigação sobre o desaparecimento de Antônio Marcos Alves foi instaurada pela Derf de Rondonópolis que, desde a comunicação do desaparecimento da vítima, realizou diligências ininterruptas para localizá-lo.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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