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Operação Patriarca cumpre nove mandados contra grupo investigado por roubo de cargas agrícolas em Rondonópolis

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta sexta-feira (31.03), em Rondonópolis, a Operação Patriarca com o cumprimento de nove mandados de prisão e de busca e apreensão contra cinco investigados por roubo de insumos agrícolas em propriedades rurais do município.

Os mandados judiciais serão cumpridos em Rondonópolis e Várzea Grande. A operação conta com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado.

O roubo que originou a operação foi registrado em fevereiro deste ano, em uma propriedade localizada na região de Sete Placas, na zona rural de Rondonópolis, e é investigado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município.

Roubo e fuga

Por volta das 19 horas, do dia 21 de fevereiro, um grupo de oito criminosos, encapuzados e armados, anunciou o roubo e manteve os funcionários da fazenda em cárcere privado. Depois, os ladrões fugiram levando, aproximadamente, 70 toneladas de fertilizantes, 40 toneladas de soja, uma camionete GM/S10, dinheiro em espécie e outros objetos pessoais das vítimas.

Os autores do crime mantiveram as vítimas em cárcere privado por aproximadamente 12 horas, até o dia seguinte, enquanto executavam o roubo dos produtos agrícolas.

Conforme relato das vítimas, a soja roubada foi carregada num caminhão da própria fazenda, conduzido por um dos criminosos, e descarregada em local desconhecido. Depois, o veículo retornou à fazenda. Já para o roubo do fertilizante, o bando utilizou dois caminhões com semirreboques, trazidos pelo próprio do grupo criminoso para transportar o produto.

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Um dos caminhões, com 40 toneladas do fertilizante, ficou atolado com a carga durante a fuga. De acordo com as investigações os autores do crime retornaram para a propriedade rural e subtraíram mais três tratores para tentar desatolar o veículo, mas não conseguiram e abandonaram a carga. Depois disso, eles roubaram a camionete S10 branca, para auxílio na fuga.

Assim que foi comunicada sobre o crime, a Derf de Rondonópolis foi até a fazenda, recuperou parte do material roubado e iniciou a apuração do crime.

Família criminosa

O material investigativo reunido pela Derf comprovou que cinco criminosos tiveram participação no roubo, sendo quatro deles da mesma família (pai, filhos e sobrinho) e conhecidos do meio policial por envolvimento em roubo, furto e receptação de cargas de adubo, soja e farelo de soja.

Um deles, J.B.S.F prestou serviços na fazenda roubada e foi o responsável por fornecer detalhes específicos e informações privilegiadas para os demais executores do crime. Ele estava na propriedade quando os fertilizantes foram adquiridos e descarregados no galpão da fazenda; e perguntou a outros funcionários que tipo de produto estava sendo armazenado, ou seja, ele tinha conhecimento que no local havia uma grande quantidade de fertilizantes.

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Outro investigado, A.C.S.F., foi identificado pela Derf como o motorista responsável pelo transporte da carga. A preparação e execução do crime foram articuladas por A.C.S.F, J.S., H.S e J.V.S com o abastecimento dos veículos utilizados e o planejamento operacional.

“Durante as investigações foram coletadas e analisadas imagens de câmeras de segurança, ouvidas testemunhas e reunidas outras provas que não deixam dúvidas quanto à participação dos indiciados nos crimes”, comentou o delegado titular da Derf, Santiago Sanches.

Os indícios reunidos apontam a participação dos autores no crime de roubos circunstanciado (concurso de agentes, restrição da liberdade das vítimas e emprego de arma de fogo), além de causar um prejuízo estimado às vítimas em R$ 500 mil.

Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram deferidos pelo Juízo da 3a Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis. Todos os indiciados têm passagens policias pelos crimes de roubo e receptação de cargas.

O nome da operação faz alusão a uma das famílias mais conhecidas do crime conhecida como “Família Patriarca”, da famosa máfia italiana Cosa Nostra” que agia nos Estados Unidos no século XX.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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