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Mulher que denunciou tio por estupro falsamente será indiciada por denunciação caluniosa

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Uma investigação por estupro de vulnerável foi encerrada pela Polícia Civil após a suposta vítima admitir que inventou toda a acusação contra o próprio tio. O caso serve como um alerta sobre as graves consequências legais para quem utiliza o sistema de Justiça para satisfazer interesses pessoais com mentiras.

A falsa vítima, de 21 anos, compareceu à Delegacia de Confresa em janeiro deste ano para se retratar da acusação feita dias antes, em dezembro, quando afirmou ter sido estuprada pelo tio, de 32 anos, enquanto estaria inconsciente por consumo de álcool.

O laudo pericial confirmou a conjunção carnal, mas agora a mulher declarou espontaneamente que a relação foi consensual, que já sentia atração pelo familiar e que estava consciente durante todo o ato. A própria mãe da jovem confirmou às autoridades que a filha admitiu o caráter consensual da relação e que a denúncia inicial foi influenciada por terceiros.

O delegado responsável pelo caso determinou o arquivamento da investigação contra o tio e, simultaneamente, a instauração de inquérito para apurar o crime de denunciação caluniosa contra a mulher.

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Desperdício de recursos públicos

O delegado Rogério da Silva Irlandes, titular da Delegacia de Confresa, destacou que a conduta da mulher representa desperdício de tempo, pessoal e recursos públicos, já que ela mobilizou Polícia Militar, Polícia Civil, Politec, Ministério Público e Poder Judiciário para uma acusação que sabia ser falsa.

“É forçoso reconhecer que a falsa vítima utilizou-se indevidamente de todo o aparato estatal para satisfazer motivações pessoais desconhecidas”, disse o delegado Rogério da Silva Irlandes.

Rogério Irlandes classificou a atitude da agora investigada como “imoral e desrespeitosa às autoridades”.

“O crime de estupro de vulnerável é um dos mais graves do ordenamento jurídico brasileiro, com penas severas. Ao imputá-lo falsamente a um inocente, a mulher não apenas destruiu a reputação do familiar, como também desviou a atenção do Estado de investigações legítimas e urgentes”, afirmou o delegado.

Alerta à sociedade

A denunciação caluniosa, prevista no Art. 339 do Código Penal, consiste em dar causa à instauração de investigação contra alguém, imputando-lhe crime de que o acusador sabe ser inocente. As penas podem chegar a oito anos de reclusão, além de multa.

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O caso agora seguirá para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário, mas a Polícia Civil já determinou o indiciamento da mulher, considerando que ela provocou uma investigação por um crime que sabia não ter ocorrido.

“A atitude das autoridades serve de alerta à população. Registrar ocorrência falsa não é um jogo, e as consequências legais são reais e severas. Quem mente em delegacias não apenas prejudica inocentes, mas também compromete a eficiência da segurança pública, desviando forças que poderiam estar protegendo vítimas reais de violência”, asseverou o delegado Rogério.

O inquérito contra o tio foi encerrado por absoluta falta de elementos que sustentassem a acusação, após a própria “vítima” confessar a farsa. Cópias integrais do procedimento serão utilizadas para embasar a nova investigação contra a mulher, garantindo que a mentira não fique impune.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Militar prende quatro homens por tentativa de homicídio em Cuiabá

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Policiais militares do 3º Batalhão prenderam quatro homens, com idades entre 35 e 56 anos, por tentativa de homicídio, na noite desta segunda-feira (12.10), em Cuiabá. Os suspeitos foram detidos em flagrante após agredirem e tentarem matar um homem, de 53 anos, com golpes de faca.

A equipe se deslocou ao bairro Serra Dourada após denúncias sobre uma tentativa de homicídio em uma residência. No local, os policiais encontraram um homem ensanguentado, na frente da casa. Ao mesmo tempo, vizinhos se reuniram e indicaram que os suspeitos ainda estavam dentro do imóvel.

No interior da casa, os quatro homens foram encontrados mas negaram a autoria do crime. Em seguida, a vítima indicou dois suspeitos, que seriam pai e filho, que teriam esfaqueado seu rosto e couro cabeludo junto dos outros dois homens.

Em depoimento, a vítima relatou que passou o dia consumindo bebidas alcoólicas com o grupo e que a discussão começou por causa do pagamento das bebidas. Durante o desentendimento, os suspeitos ameaçaram matá-la e a atacaram com uma faca. O homem conseguiu fugir da residência e pedir socorro aos vizinhos.

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Diante das afirmações, os suspeitos confirmaram os fatos e indicaram o local onde a faca estava escondida. O objeto foi localizado em um lixo, dentro do imóvel. 

Em seguida, eles receberam voz de prisão e foram levados para a Central de Flagrantes para registro da ocorrência e demais providências. A vítima foi encaminhada para uma unidade de saúde e recebeu o atendimento médico necessário.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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