POLÍCIA
“Mobilização iniciada pela primeira-dama de MT é primordial para conscientizar sobre doação de sangue”, afirma diretora do Hemocentro
POLÍCIA
A diretora do MT Hemocentro, Giancarla Zanela, agradeceu à iniciativa da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, em mobilizar equipes para garantir a doação de sangue em Mato Grosso.
“A primeira-dama Virginia Mendes fez o chamamento, começando pelo Comando Geral da Polícia Militar, e a Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap) aceitou o desafio. Esse trabalho que a dona Virginia iniciou conosco é primordial para conscientizar as pessoas de que a frequência das doações, dentro do período preconizado, é o que mantém os estoques dos diferentes tipos sanguíneos dentro do esperado”, explicou.
“Nós do MT Hemocentro ficamos emocionados e agradecidos pela sensibilidade da primeira-dama, de se prontificar a nos ajudar, e dos policiais que participaram desse mutirão do bem e que salva vidas”, agradeceu Giancarla Zanela.
A mobilização para doação de sangue foi organizada pela primeira-dama Virginia Mendes na semana passada e contou com a participação de 150 agentes da Segurança Pública.
“De coração, agradeço todas as pessoas que nos ajudaram nesta primeira missão para conscientização das doações frequentes de sangue. As campanhas são importantes, mas se os doadores mantiverem uma cultura de comparecer ao Hemocentro será um tanto mais confortável atender as demandas. Gratidão a todos que participaram, ao Comando Geral da PM, a Esfap e os servidores do MT Hemocentro, que conseguiram atender as doações. Contem comigo sempre”, agradeceu a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.
A partir desta mobilização, outras ações serão organizadas para a conscientização da frequência na doação de sangue.
O comandante da Esfap, tenente-coronel Bruno Marcel, agradeceu a oportunidade de participar da mobilização colou a escola à disposição para novas ações.
“Ficamos felizes por colaborar com o MT Hemocentro. Prontamente atendemos a convocação do bem que a primeira-dama Virginia Mendes fez, e para nós é como diz o ditado: missão dada é missão comprida. Estamos prontos para a próxima missão”, afirmou o comandante.
Segundo ele, a expectativa é que a próxima ação ocorra após o início das aulas dos 515 novos alunos soldados, convocados no concurso da Segurana Pública.
Fonte: PM MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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