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Mãe, filho e amigo são presos por tráfico de drogas em Tangará da Serra

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Três pessoas, entre elas mãe e filho, envolvidas com o comércio de entorpecentes em Tangará da Serra (239 km a médio-norte de Cuiabá) foram presas em flagrante pela Polícia Civil, na terça-feira (11.07), em ação da Divisão Especializada de Repressão a Entorpecentes, da Delegacia do município.

A suspeita de 40 anos, seu filho de 20 anos e um amigo de 18 anos foram flagrados em posse de diversas porções de entorpecentes e apetrechos relacionados à atividade ilícita e foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A equipe de investigadores da DRE de Tangará da Serra já monitorava a mulher há algum tempo por suspeita de atuação com o comércio de entorpecentes. Durante os trabalhos, os policiais flagraram o momento em que um usuário foi até a residência da investigada, pegou algo e saiu logo em seguida.

Diante das fundadas suspeitas, os policiais decidiram realizar a abordagem na residência, encontrando no local, os três suspeitos, além de grande quantidade de drogas, entre maconha, cocaína e pasta base de cocaína, que estavam sobre a mesa da sala.

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Em continuidade as buscas, foram apreendidos material utilizado para embalo da droga, balança de precisão, várias embalagens plásticas de fechamento hermético, aparelhos celulares, dois rádios comunicadores de longa distância e dinheiro.

As investigações apontam que além de atuar com a venda direta ao usuário, o trio distribuía drogas para de uma facção criminosa, dado a quantidade de drogas, formato das embalagens e peso das pedras.

Diante dos fatos, os três suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Tangará da Serra, onde após serem interrogados pelo delegado plantonista, Gustavo Espíndula de Souza, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

“A equipe de investigadores que atua no combate ao tráfico de drogas em Tangará da Serra vem realizando um trabalho de excelência, conseguindo desarticular os principais grupos envolvidos com a venda de drogas no município”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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