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Inquérito que apurou atropelamento intencional é concluído e mulher indiciada por homicídio qualificado

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A Polícia Civil concluiu nesta semana o inquérito que apurou a morte de Alex da Mota, de 32 anos, ocorrida há nove dias, em Guarantã do Norte, e indiciou a ex-mulher da vítima por homicídio qualificado.

O crime ocorreu na noite do dia 19 de fevereiro, quando Alex foi vítima de um acidente de trânsito, como a ocorrência foi registrada inicialmente.

A Delegacia de Guarantã do Norte apurou que houve uma colisão entre um Ford Fiesta prata e a motocicleta Honda GC 125, que era pilotada pela vítima. Alex não resistiu ao choque com o veículo e foi a óbito ainda no local. A condutora do carro foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros até o hospital municipal, consciente e em visível estado de embriaguez, conforme o relato da Polícia Militar.

A perícia constatou que na colisão frontal, o Ford Fiesta bateu em um poste de energia e a motocicleta foi encontrada embaixo do veículo, com a vítima já em óbito.

A investigação apontou que a condutora do veículo era ex-mulher de Alex e não aceitava o fim do relacionamento. Antes do crime, a vítima estava em um bar da cidade e a investigada passou pelo local e avistou Alex, indo discutir com ele e com a outra pessoa que o acompanhava. A vítima decidiu sair do local e ir para sua residência. Após sair do bar, Alex foi seguido pela ex-mulher, que o atropelou, ocasionando sua morte.

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“A investigação constatou que após discutir com a vítima, a indiciada utilizou seu veículo como arma para ceifar a vida de Alex da Mota”, apontou o delegado Waner dos Santos Neves.

Depois de ser liberada do hospital, a investigada, de 21 anos, foi ouvida pela Polícia Civil. Ela foi indiciada pelo crime de homicídio duplamente qualificado – por motivo torpe e utilização de meio que dificultou a defesa da vítima.

O inquérito foi remetido ao Judiciário. Na semana passada, a indiciada foi transferida para a unidade prisional feminina de Colíder, onde permanece à disposição da justiça.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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