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Homem que tentou matar a esposa em 2014 é preso pela Polícia Civil em Cáceres

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Um homem que tentou matar sua esposa a facadas no ano de 2014 teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, na tarde desta quarta-feira (21.02), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá).

O suspeito de 46 anos estava com mandado de prisão preventiva decretado pela Segunda Vara Criminal e Cível de Cáceres, desde o ano de 2018, pelos crimes de tentativa de homicídio, uma vez que na época dos fatos ainda não estava previsto a qualificadora do feminicídio.

A ação faz parte da Operação Hera (deusa grega protetora das mulheres), que tem como foco o combate aos crimes de violência doméstica e familiar na cidade de Cáceres.

O crime ocorreu há 10 anos, em fevereiro de 2014, quando o suspeito efetuou diversos golpes de faca contra a vítima, na época de 38 anos de idade. Após os fatos, o suspeito passou na residência em que a sua filha menor de idade estava e mandou que ela voltasse para casa, porque a mãe estava passando mal.

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Ao entrar na casa, a menina encontrou a mãe caída no chão, com uma perfuração no abdômen e o seu irmão de apenas 02 anos de idade, acordado, no mesmo quarto em que a mãe estava. A vítima foi socorrida e conseguiu sobreviver aos ferimentos.

Em conversa com testemunhas, foi relatado que o suspeito fazia uso de entorpecentes e bebida alcoólica, além de ser bastante agressivo, agredindo frequentemente a esposa, inclusive na frente dos filhos do casal.

Com informações do paradeiro do procurado, os policiais da DEDM conseguiram localizá-lo em uma residência no bairro Cavalhada II, em Cáceres, onde foi dado cumprimento ao mandado de prisão preventiva. Ele foi conduzido à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Segundo a delegada titular da Delegacia da Mulher de Cáceres, Paula Gomes Araújo, além do mandado de prisão em aberto pelo crime, o suspeito ainda é alvo de investigação em outro inquérito policial em andamento na especializada. “Isso mostra que ele é reincidente na prática de crime de violência doméstica e que nesses anos em que ficou foragido continuou as agressões contra mulheres”, disse a delegada.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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