POLÍCIA
Homem que matou ex-companheira na frente dos filhos é indiciado também por ocultação de cadáver e estupro
POLÍCIA
A Delegacia da Polícia Civil de Diamantino indiciou o autor do feminicídio de Lorrane Cristina Silva de Lima, ocorrido na primeira quinzena deste mês, por três crimes – feminicídio majorado, por ter ocorrido na presença dos filhos da vítima; ocultação de cadáver e estupro. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário nesta terça-feira (26.03).
Lorrane foi morta pelo ex-parceiro e seu corpo encontrado no dia 13 de março. A vítima foi encontrada após a polícia ir à casa da vítima para averigar o motivo dos filhos dela terem faltado dois dias seguidos Às aulas. A diretora da escola estranhou a situação e foi até a residência, quando um dos filhos de Lorrane falou com a professora, de dentro da casa, e disse que mãe estava dormindo e o padrasto havia saído para comprar remédio e deixou os manores trancados na casa, que não tinham a chave do portão.
Aos policiais, as crianças falaram que estavam bem, porém, foi percebido que a situação não estava normal. Os policiais então pularam o muro e entraram na casa, quando sentiram um mau cheiro vindo de um dos quartos. A vítima estava no chão, sem vida e uma faca ao lado do corpo. As duas crianças estavam em outro quarto, em pânico, foram retiradas do local e entregues aos cuidados do Conselho Tutelar.
Prisão
O autor do feminicídio, José Edson Douglas Galdino Santos, de 25 anos, foi preso no dia 19 de março, na cidade de Rurópolis, no sul do Pará. Ele foi localizado no guichê de uma empresa de ônibus, na rodoviária da cidade paraense, por uma equipe da PM, que cumpriu o mandado de prisão e o encaminhou à delegacia do município.
Durante a abordagem, José Edson afirmou que cometeu o crime para conseguir usar a digital da vítima e desbloquear o celular dela.
O criminoso tinha um registro anterior, de abril de 2022, pelo crime de perseguição, denunciado por outra ex-companheira dele, na cidade de Lucas do Rio Verde. A vítima requereu medida protetiva e relatou que teve uma convivência conturbada, durante dois anos, ele não aceitou o fim da relação e a perseguia constantemente.
O delegado de Diamantino, Marcos Martins Bruzzi, explicou que o criminoso foi indiciado pelo homicídio majorado em função de ter cometido o crime na frente dos filhos da vítima, além disso, foi constatado na perícia que ele cometeu crime sexual contra a vítima. “Ele foi indiciado ainda pelo crime de ocultação de cadáver, pois trancou a residência e isolou o corpo da vítima”, acrescentou.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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