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Homem procurado pela Justiça por homicídio se passa por irmão para tentar escapar de prisão

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Um procurado pela Justiça estadual por um homicídio ocorrido no ano passado, em São Félix do Araguaia, no nordeste de Mato Grosso, foi preso na terça-feira (22), em um município no interior do Pará.

O foragido foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito de Caracol, no município de Trairão. Ele se identificou pelo nome de seu irmão, cujas iniciais são as mesmas dele. Na delegacia do município paraense foi autuado em flagrante por furto e cumprido um mandado de prisão contra o nome informado, ou seja, havia uma ordem de prisão em nome do irmão.

Policiais civis de Mato Grosso, que vinham investigando a localização do foragido, tomaram conhecimento da prisão e de que ele tinha se identificado pelo nome do irmão. Em contato com a Delegacia de Itaituba foi informada a identificação correta do foragido e encaminhado o mandado de prisão expedido pela Comarca de São Félix do Araguaia pelo crime de homicídio. O preso então foi autuado também pelo crime de falsidade ideológica.

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Na delegacia, ele relatou que usou o nome do irmão para tentar se esquivar da polícia, pois tinha fugido do Centro de Detenção de Peixoto de Azevedo, no início de outubro deste ano, e alegou que não sabia que seu irmão tinha um mandado de prisão em aberto.

A ação para localização do foragido foi realizada por policiais do Núcleo Regional de Inteligência de Confresa, da Delegacia de São Félix do Araguaia, Polícia Militar e Delegacia de Trairão e da Superintendência de Itaituba.

A prisão faz parte da Operação Amón, da Regional de Confresa, nome de origem grega que quer dizer oculto ou escondido.

Homicídio

E. F. S de 32 anos estava com o mandado de prisão preventiva decretado pelo homicídio ocorrido em 25 de julho de 2021, em São Félix do Araguaia.

A vítima, Ibaneis Carvalho Parente, foi morta com disparos de arma de fogo. Conforme a investigação da Polícia Civil, os dois irmãos foram identificados como os autores do crime que teve como motivação um desentendimento ocorrido em um bar por motivo fútil (jogo de sinuca).

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Após a discussão, a vítima foi para sua residência e os suspeitos, usando uma motocicleta, foram até a casa de Ibaneis, entraram no imóvel e cometeram o assassinato sem que a vítima pudesse se defender.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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