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Governo homologa concurso da Segurança Pública

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O Governo do Estado, por meio das secretarias de Planejamento e Gestão e Segurança Pública, publicou nesta sexta-feira (02), na edição extra do Diário Oficial, a homologação do concurso público para formação do cadastro reserva para os cargos de escrivão e investigador de polícia, soldado e oficial do Corpo de Bombeiro e soldado e oficial do corpo de saúde da Polícia Militar.

O Estado não realizava concurso para as forças de segurança há quase 10 anos. O último foi em 2013. O governador Mauro Mendes disse que com a homologação do resultado, quem ganha é a população.

“Em breve, poderemos nomear muitos servidores que vão ajudar a manter a segurança pública de Mato Grosso entre as melhores do país. E quem ganha com isso são todos os mato-grossenses”.

O concurso, lançado no início deste ano, teve cerca de 62 mil inscritos para as três forças da Segurança. As nomeações estão previstas para ocorrerem a partir do próximo ano. O certame tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Serão nomeados cerca de mil novos servidores.

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De acordo com o titular da Seplag, Basílio Bezerra, a convocação dos novos servidores ocorrerá de acordo com a necessidade e a capacidade financeira do Estado. Já as nomeações, estão previstas para início do próximo ano devido às vedações do período eleitoral.

“Esse concurso demonstra mais uma vez a importância que a atual gestão tem dado a todos as áreas do Estado, especialmente às forças de segurança. Este efetivo somará esforços e estratégias de combate à criminalidade desenvolvidas pelo Estado, que está em constante movimento de reforço de suas instituições policiais a fim de bem servir a população”.

Para o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, a realização deste concurso comprova, entre todos os investimentos feitos e as ações desenvolvidas ao longo de quatro anos, a importância da segurança pública para o governador Mauro Mendes.

“Esses novos policiais vão preencher uma lacuna de oito anos e possibilitar grandes avanços nas forças de segurança de Mato Grosso”, assinala Bustamante.

Confira AQUI o resultado.

Fonte: PM MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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