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Governo de MT inaugura novo prédio de cinco delegacias de Cuiabá nesta sexta-feira (08)

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O Governo de Mato Grosso inaugura, nesta sexta-feira (08.11), o novo prédio onde estão instaladas a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Central de Ocorrências (1ª Delegacia), 2ª e 3ª Delegacias de Cuiabá e a Delegacia Regional da capital. A solenidade contará com a presença do governador Mauro Mendes, do secretário de Estado de Segurança Pública, César Roveri e da delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.

A Polícia Civil de Mato Grosso mudou as quatro delegacias operacionais e uma administrativa de Cuiabá para o novo prédio, com dependências amplas que atenderão com mais qualidade o trabalho dos servidores e o atendimento à população. O espaço está localizado na Avenida Miguel Sutil, no bairro Areão, uma das principais vias rápidas da capital mato-grossense.

No novo espaço, de 3,621 mil metros quadrados e instalações acessíveis, trabalharão em torno de 200 servidores policiais. A estimativa de atendimento no local é de 10 mil pessoas por mês.

Unidades policiais

A DHPP, Núcleo de Pessoas Desaparecidas e a 1ª Delegacia funcionavam em um prédio na Avenida Tenente-Coronel Duarte, no centro de Cuiabá. Contudo, o local não comportava adequadamente o volume de serviços e de pessoal das unidades policiais.

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A Central de Ocorrências 24 horas, vinculada à 1ª Delegacia, registra, mensalmente, em torno de 5 mil boletins policiais na capital. A 1ª Delegacia também gerencia a Delegacia Virtual.

Já a DHPP é responsável pela apuração de crimes contra a vida (homicídios dolosos consumados e tentados, mortes a esclarecer, suicídios) e desaparecimentos de pessoas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal e Nossa Senhora do Livramento.

A 2ª e a 3ª Delegacias funcionavam em um prédio na região do Coxipó. A Segunda Delegacia é responsável pela apuração de delitos gerais, aqueles que não são atendidos pelas unidades especializadas. Já a Terceira Delegacia é responsável por Termos Circunstanciados de Ocorrência na capital, que abrangem crimes de menor potencial ofensivo.

A Delegacia Regional de Cuiabá é a unidade administrativa e responsável pelo gerenciamento de todas as unidades da Polícia Civil na capital, Chapada dos Guimarães e Santo Antônio de Leverger.

Serviço | Inauguração do novo prédio de cinco delegacias de Cuiabá (DHPP, 1ª, 2ª e 3ª DPs)

Data: 8 de novembro de 2024, às 8h
Endereço: Avenida Miguel Sutil, 2.839, bairro Areão – Cuiabá (entre as rotatórias da Jurumirim e Leblon)

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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