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Funcionário que furtou empresa e traficante são presos pela Polícia Civil em Água Boa

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Dois homens, entre eles o funcionário de uma empresa suspeito de furto qualificado e outro suspeito de receptação de produtos de origem ilícita e tráfico de drogas, foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na sexta-feira (16.12), em ação realizada pela Delegacia de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá).

A ação resultou na recuperação de um notebook furtado da empresa, além de apreensão de drogas, apetrechos relacionados ao tráfico e outros objetos de origem ilícita.

O funcionário da empresa foi autuado em flagrante pelo crime de furto qualificado pelo abuso de confiança e o segundo suspeito pelos crimes de tráfico de drogas e receptação, e também será investigado em inquérito policial pelo crime de estupro de vulnerável.

As investigações iniciaram após o gerente da empresa procurar a Delegacia de Água Boa comunicando que câmeras de segurança haviam flagrado um de seus funcionários subtraindo um notebook, assim como ele possivelmente o mesmo empregado seria responsável pela subtração de outros objetos da empresa.

Segundo as informações, o funcionário escondia os objetos que pretendia subtrair em sacos de lixo, que eram levados ao final do expediente. Diante da possível situação de flagrante, os policiais foram até a residência do funcionário, que interrogado, confessou o furto do microcomputador e indicou a pessoa para quem teria vendido o equipamento.

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Em continuidade as diligências, a equipe de investigadores foi até a casa do suposto receptador, onde localizaram diversos objetos produtos de furto na cidade, como perfumes, relógios, joias e o notebook, além de evidências da atividade típica de tráfico, sendo apreendidas no local, porções de maconha, balança de precisão e dinheiro.

Na casa, estava uma adolescente de 13 anos, namorada do suspeito, que está grávida de sete meses.

O delegado de Água Boa, Matheus Soares Augusto, interrogou os dois conduzidos, sendo o funcionário da empresa autuado em flagrante pelo crime de furto qualificado pelo abuso de confiança e o segundo suspeito pelos crimes de receptação e tráfico de drogas.

Também foi instaurado um inquérito policial para apurar crime de estupro de vulnerável relacionado a situação de gravidez da menor de 13 anos.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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