POLÍCIA
Força Tática prende cinco homens e apreende armas em Poconé
POLÍCIA
Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam cinco homens pelos crimes de comércio, porte e posse ilegal de arma de fogo na noite desta quarta-feira (02.02), em Poconé. Na ação, foram apreendidos seis revólveres, quatro espingardas e diversas munições.
Conforme o boletim de ocorrência, por volta de 18h, os policiais estavam em patrulhamento e realizaram abordagem em um bar, no bairro Jardim das Palmeiras. Na revista pessoal ao proprietário do local, foi encontrado um revólver calibre. 22, de numeração ilegível e com uma munição intacta. O suspeito afirmou que comercializava armas e que indicaria à equipe os locais onde os compradores estavam.
Colaborando com a ocorrência, o proprietário do bar informou a localização do segundo suspeito, no bairro Cohab Nova. No local, o suspeito confirmou que possuía armas de fogo. Dentro da casa, a equipe encontrou três carabinas de calibre 22; um revólver de calibre .38 e outro de calibre .22. Também foram apreendidos dois cartuchos de calibre 32.
Na sequência, a Força Tática se deslocou para um bar, no bairro Jurumirim. Foi realizada abordagem aos clientes e nada de ilícito foi encontrado. Já durante revista no estabelecimento, os policiais encontraram um revólver calibre .38 com cinco munições. O proprietário do bar se apresentou como o dono da arma e também recebeu voz de prisão.
Ainda em diligências, os policiais foram até a residência do quarto suspeito indicado pelo primeiro homem preso, no bairro Jardim das Palmeiras, onde foi localizado um revólver calibre .32 com uma munição. Diante dos fatos, todos os suspeitos foram levados para a Delegacia de Poconé.
No momento do registro da ocorrência, a equipe tomou conhecimento de um quinto suspeito envolvido, no bairro Boa Nova. No local, o homem foi preso com um revólver calibre .38 com quatro munições intactas. De volta à Delegacia, os cinco suspeitos foram autuados pelos crimes e todo o armamento encontrado foi apreendido pela polícia.
Disque-Denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado pelo 190 ou, sem precisar se identificar, pelo disque-denúncia 0800.065.3939.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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