POLÍCIA
Força Tática do 2º CR prende sete pessoas e apreende uma adolescente por tráfico de drogas
POLÍCIA
Policiais Militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam em flagrante sete pessoas e apreenderam um adolescente por tráfico de drogas, nesta terça-feira (01.02), na Região Metropolitana da Capital. Em três ocorrências, registradas no intervalo de poucas horas, as equipes conseguiram tirar de circulação tabletes e porções de substâncias análogas à cocaína e maconha.
Por volta de 17h, durante patrulhamento no bairro Jardim Alá, a equipe da Força Tática recebeu informações de transeuntes sobre uma área dentro de uma mata, onde ocorria grande movimentação e comércio de entorpecentes, inclusive com suspeitos que estavam armados. Com a localização exata, foi solicitado reforço de outras equipes para montar o cerco aos suspeitos.
Os policiais adentraram a mata e encontraram cinco suspeitos, que ao avistarem os policiais, efetuaram disparos de arma de fogo contra os militares. Os criminosos se separaram por caminhos diferentes, assim como a equipe, que conseguiu localizar e prender dois suspeitos, que ofereceram resistência no momento da prisão. Com os homens, os policiais encontraram e apreenderam 24 porções de cocaína.
Na segunda ocorrência registrada, a equipe estava em patrulhamento, pelo bairro Pedra 90, por volta de 20h50, quando avistou um suspeito. Na abordagem, os policiais encontraram uma porção de maconha e quantia de R$ 189. O suspeito afirmou que em sua residência haveria mais drogas, onde foi localizada mais uma porção grande de maconha. O homem recebeu voz de prisão e foi levado para à Central de Flagrantes.
Ainda na terça-feira (01), por volta de 23h, no bairro Vila Artur, os policiais em patrulhamento notaram um veículo Ford KA em suspeita. Foi realizado procedimento de abordagem após a equipe da Força Tática ver um objeto jogado para fora do carro. Questionados, os três ocupantes do carro negaram a ação, mas em buscas pelo trajeto, os policiais identificaram que se tratava de um tablete de substância análoga a cocaína.
Os criminosos afirmaram que o entorpecente seria entregue para duas pessoas e informaram o local. A equipe solicitou apoio, identificou os suspeitos, que confirmaram que receberiam as drogas, e efetuaram a prisão do homem, além da apreensão de uma adolescente.
Todos os suspeitos foram entregues para à Central de Flagrantes para os registros das respectivas ocorrências e demais providências cabíveis. Os entorpecentes apreendidos também foram encaminhados para o local.
Disque-Denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, pelo 190 ou, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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